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ARQUIVO - No Mundo dos Famosos
 


Entrevista Especial com REGINA DUARTE

 

Quarta-feira, dia 18 de Março de 2015. Hoje o “No Mundo dos Famosos” completa 8 anos de atividade e para comemorar essa data tão especial o presente quem ganha é você, nosso fiel leitor. Hoje a nossa “Entrevista mais que Especial” é com uma das maiores atrizes que esse país já conheceu, dona de um talento único ela já tocou nossos corações inúmeras vezes, seja no drama ou na comédia, seja como mocinha ou como vilã, seja na televisão ou no teatro ela sempre será sinônimo de unanimidade, sempre será sinônimo de absoluto talento. Minha entrevistada é a querida e maravilhosa atriz REGINA DUARTE.

“Jéfferson, eu acho que eu fui tão abençoada e tão agraciada pela vida com tantas personagens extraordinárias que eu fiz que eu acho que eu não posso cobrar e nem desejar nada além do que eu recebi.”

(Regina Duarte)

Jéfferson Balbino: Atualmente, você está no elenco da novela “Sete Vidas”, dando vida a Esther, uma mulher libertária, lésbica e completamente a frente do seu tempo. Você acredita que ela tem algum resquício da Malu sua personagem na série “Malu Mulher”?

Regina Duarte: Muito... Elas são mulheres da mesma geração que lutam para quebrar tabus para se livrar do julgo masculino e para se tornar parceira do homem, de seu homem e de todos os homens.

Jéfferson Balbino: Recentemente você completou 50 anos de carreira... Nessa carreira repleta de sucesso há dentre outros três mestres da teledramaturgia brasileira que contribuíram para sua história de sucesso sendo eles: Walter Avancini, Janete Clair e Ivani Ribeiro. Qual foi o maior legado que eles deixaram na sua vida?

Regina Duarte: [silêncio] Eles são preciosidades na minha vida... Eu não seria o que eu sou hoje se não tivesse existido Walter Avancini, Janete Clair e Ivani Ribeiro na minha história.

Jéfferson Balbino: E o Avancini foi mesmo muito carrasco com você (risos)?

Regina Duarte: Foi sim Jéfferson... Mas ao mesmo tempo, por outro lado, ele me ensino muito e por isso eu sou muito grata a ele.

Jéfferson Balbino: E ao longo de sua carreira você teve algum outro diretor tão severo como ele foi com você?

Regina Duarte: Não, não... Igual a ele não existe (risos).

Jéfferson Balbino: Você deu um show de interpretação como à deficiente visual Bárbara em “Fogo Sobre Terra”. Houve alguma dificuldade em fazer essa inesquecível personagem?

Regina Duarte: Ah existiu, mas foram dificuldades normais. Esse foi um dos trabalhos que eu fiz e que me deu muito prazer.

Jéfferson Balbino: Regina, a versão censurada de “Roque Santeiro”, que seria exibida em 1975, a personagem Porcina seria interpretada pela atriz Betty Faria e dez anos depois quando, finalmente, a novela foi levada ao ar e você foi convidada para viver essa marcante personagem você conseguiu fazer dessa personagem uma das obras-primas da sua carreira. Como foi a sensação de transformar em sucesso uma personagem que inicialmente não foi concebida para ser sua?         

Regina Duarte: Acho que a Porcina de 1975 seria completamente diferente da Porcina que eu fiz em 1985. Em 1975 eu não imaginava que essa personagem seria minha, dez anos depois, até porque ninguém imaginou que a novela seria censurada. Quando a novela foi proibida de ir ao ar eu também fui junto para Brasília com a equipe da TV Globo para pedir o fim da censura da novela. Foi um privilégio fazer a Porcina!

Jéfferson Balbino: Como foi contracenar com a nossa querida Rosinha [Rosamaria Murtinho] nas novelas “Nina” e no remake de “O Astro”?

Regina Duarte: Foi uma delícia... É sempre muito bom trabalhar com a Rosinha.

Jéfferson Balbino: Em “Nina” a Rosinha fazia a vilã e você a mocinha e ela acabou ganhando o prêmio APCA de “Melhor Atriz” no seu lugar. Você sofreu alguma pressão por parte da Imprensa por não ter ganhado esse prêmio sendo que você era a grande protagonista da trama?

Regina Duarte: Eu sempre acreditei que prêmio é uma conseqüência até porque conhecemos tanta gente que fez muito sucesso e que não ganharam prêmios. Para mim nunca prêmio significou sucesso, prêmio é um evento isolado...

Jéfferson Balbino: Você deu um show de interpretação como a Raquel Accioly na novela “Vale Tudo” que foi uma trama que retratava com verossimilhança a realidade do Brasil daquela época. Como foi a sensação de responsabilidade que vocês tinham por retratar a história da sociedade brasileira numa obra ficcional? Havia uma responsabilidade redobrada por ser um enredo de cunho sócio-cultural?

 

Regina Duarte: Você tem razão Jéfferson, essa novela procurava retratar a realidade brasileira e isso foi muito importante e eu ter vivido isso foi uma coisa linda pra mim. 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 19h06
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Entrevista Especial com REGINA DUARTE

 

Jéfferson Balbino: Um dos seus trabalhos mais marcantes foi a Helena da novela “Por Amor”. Na vida real você teria a mesma coragem que ela teve?

Regina Duarte: Naquela circunstância sim! Pois a filha tinha sido operada, estava com o útero extirpado e não podendo mais ser mãe que era o grande sonho da vida dela, aquilo era uma ‘piração’, um surto de loucura, mas que todo ser humano esta sujeito.

Jéfferson Balbino: Você também deu um show de interpretação na minissérie “Chiquinha Gonzaga”, inclusive dividiu com a sua filha, a atriz Gabriela Duarte, essa lendária musicista. O que você ressaltaria do texto do nosso querido Lauro César Muniz?

Regina Duarte: Foi um trabalho muito gratificante esse... Foi um desafio, mas que me deu muitas alegrias. Adorei interpretar uma mulher tão maravilhosa como a Chiquinha. O texto do Lauro é um primor, muito bom, maravilhoso...

Jéfferson Balbino: É tão bom ver você contracenar com a Gabi [Gabriela Duarte]. Será que teremos logo esse privilégio de ver mãe e filha juntas no mesmo trabalho novamente?

Regina Duarte: Ah eu também sonho muito com isso Jéfferson, pois é sempre bom trabalhar com filho, porém, acho que já fizemos muito isso que agora vai ser difícil acontece novamente.

Jéfferson Balbino: Certa vez eu entrevistei o [Antônio] Fagundes e ele me disse que tem personagens dele que não foram tão aclamados pela crítica e pelo público, mas que para ele tem um significado muito especial. Você tem alguma personagem que não foi uma apoteose de sucesso, mas que te marcou de maneira significativa?

Regina Duarte: Tem sim Jéfferson, a Waldete com W da novela “Três Irmãs”, a novela não pegou muito, não foi um grande sucesso, essa personagem não fez tanto sucesso como muitas outras que eu já fiz, mas mesmo assim foi, pelo menos pra mim, uma personagem muito querida e que eu amo.

Jéfferson Balbino: Regina, você é um ‘monstro sagrado’ da nossa teledramaturgia, é um grande mito, é uma referência suprema na cultura brasileira... Todo esse endeusamento em torno de você te assusta ou você encara com naturalidade?

Regina Duarte: Sabe Jéfferson isso tudo que você diz e que os outros me dizem são coisas que estão fora de mim, porque isso não é a minha experiência, mas sim a experiência de quem está de fora me vendo.

Jéfferson Balbino: O que você acredita ser a sua maior contribuição nessa história de sucesso da teledramaturgia brasileira?

Regina Duarte: Eu cumprir a minha função com honestidade e de uma forma ética.

Jéfferson Balbino: Você é uma atriz que assiste novelas também?

Regina Duarte: Eu assisto novela e sou fã de novela...

Jéfferson Balbino: E quais foram às melhores que você já assistiu?

Regina Duarte: Gostei muito de assistir “A Favorita”, “A Vida da Gente” e “Cordel Encantado”.

Jéfferson Balbino: Tem alguma personagem vivida por outra atriz que você gostaria de ter feito caso tivesse tido a oportunidade?

Regina Duarte: Olha Jéfferson, eu acho que eu fui tão abençoada e tão agraciada pela vida com tantas personagens extraordinárias que eu fiz que eu acho que eu não posso cobrar e nem desejar nada além do que eu recebi.

Jéfferson Balbino: E entre Porcina, Raquel, Maria do Carmo, Simone, Bárbara e tantas outras... Qual é aquela que ocupa um lugar mais especial no seu coração?

Regina Duarte: Não tem como eu escolher uma em detrimento de todas as outras, pois tenho um carinho imenso por todas as personagens que eu fiz. Vou levá-las para sempre no meu coração.

Jéfferson Balbino: Querida, foi uma honra entrevistar uma atriz magistral como você. Agradeço não só por essa entrevista que você concedeu em comemoração aos 8 anos do site “No Mundo dos Famosos”, mas também por tudo que você já fez, faz e continuara fazendo em prol da teledramaturgia brasileira. Obrigado por seu imensurável talento, obrigado por você existir nas nossas vidas!

 

Regina Duarte: Imagina... Fico feliz em saber que de alguma forma o meu trabalho alcançou o coração de alguém. Obrigada Jéfferson, muito obrigada!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 19h02
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Entrevista Especial com TUCA ANDRADA

 

Amanhã estreará a nova novela das nove da Globo, “Babilônia, e por isso trago hoje para vocês leitores do “No Mundo dos Famosos” uma “Entrevista Especial” com um dos galãs da novela de Gilberto Braga. O ator que eu entrevisto hoje começou sua carreira televisiva em outra trama ‘gilbertiana’, “O Dono do Mundo”, e desde lá se revelou um ótimo ator e vem trilhando uma carreira de muito sucesso seja na televisão ou no teatro. Meu entrevistado de hoje é o querido e talentoso ator TUCA ANDRADA.

“O sucesso é uma cilada...”

(Tuca Andrada)

Jéfferson Balbino: Tuca, você estreou numa novela do nosso querido Gilberto Braga que foi “O Dono do Mundo”, como está sendo voltar a trabalhar com esse grande novelista?

Tuca Andrada: Depois de “O Dono do Mundo” eu já tinha feito “Anos Rebeldes” e também fiz uma participação no primeiro capítulo de “Insensato Coração”... Ah Jéfferson é sempre um prazer enorme trabalhar com o Gilberto e também com o Dênnis [Carvalho] que são pessoas que eu entendo e gosto da linguagem, não tenho nenhuma dificuldade em saber o que eles querem, por isso sempre será muito prazeroso trabalhar com os dois.

Jéfferson Balbino: Como será a sua participação em “Babilônia”?

Tuca Andrada: Então eu irei ficar só uma semana na novela e depois meu personagem morre. É um cara bacana, casado com a personagem da Adriana Esteves, mas eles estão em crise no casamento por conta da personalidade dela, sobretudo, porque ela é obcecada pela personagem da Glória Pires e isso irá atrapalhar muito o casamento deles, mas ele é um cara honesto, trabalhador e apaixonado pela filha.

Jéfferson Balbino: Quantos capítulos seu personagem ficará?

Tuca Andrada: Só três...

Jéfferson Balbino: E você tem visto a reprise da novela “O Dono do Mundo” pelo Canal Viva?

 

Tuca Andrada: Não... Eu tenho ela em casa gravada, mas só as minhas cenas...



Escrito por No Mundo dos Famosos às 17h37
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Entrevista Especial com TUCA ANDRADA

 

Jéfferson Balbino: E como você se sente a se rever em reprise de novelas?

Tuca Andrada: Sabe que, às vezes, eu acho melhor se rever depois de muito tempo porque quando eu vejo muito recente eu vejo muitos defeitos. E com o tempo não vejo tantos defeitos. É uma pena que eu não tenho tempo de acompanhar essa reprise de “O Dono do Mundo”, mas várias pessoas já chegaram até mim dizendo que viram e que gostaram.

Jéfferson Balbino: Existe ainda algum tipo específico de personagem que você sonha em interpretar?

Tuca Andrada: Existe milhões...

Jéfferson Balbino: Você também atuou em “Cidadão Brasileiro” e em “Poder Paralelo”, ambas escritas pelo renomado e querido Lauro César Muniz. Qual foi o trabalho que você mais gostou de fazer na Rede Record?

Tuca Andrada: Eu gostei muito de trabalhar com o Lauro, acho que “Poder Paralelo” que foi a última novela que eu fiz na Record foi o meu melhor trabalho e o personagem que eu mais gostei de fazer lá, pois era um personagem bacana e uma novela muito legal.

Jéfferson Balbino: E o que você ressaltaria do texto do Lauro?

Tuca Andrada: A consistência dos personagens, pois são personagens ambíguos, completamente humanos, verossímeis. O Gilberto também é assim, mas cada um dentro do seu quadrado. Todos os personagens do Lauro são muito fortes até os menores personagens tem uma importância muito grande na trama.

Jéfferson Balbino: Outro trabalho marcante seu ocorreu na novela “Da Cor do Pecado” onde você deu vida ao Kayky. Como foi contracenar com a maravilhosa Giovanna Antonelli nesse trabalho?

Tuca Andrada: Nossa já faz já 10 anos que fiz essa novela (risos)... Foi ótimo contracenar com a Giovanna, sempre digo que eu tenho muita sorte, pois sempre peguei boas parceiras de cena na minha vida, a Giovanna Antonelli foi uma, a Isabela Garcia agora em “Malhação” foi outra, agora em “Babilônia” tenho a Adriana Esteves, mas no Teatro tive muitas outras...

Jéfferson Balbino: E o que você acredita ser o maior desafio do ator?

Tuca Andrada: Acho que o maior desafio para o ator é nunca se acomodar, nunca achar que você já fez sucesso que você é à bala, é o top. O sucesso é uma cilada... Você tem que saber se arriscar, se reinventar, aprender sempre, fazer coisas que nunca fez acho que esse é o meu maior desafio como ator.

Jéfferson Balbino: Como você lida com as críticas?

Tuca Andrada: É claro que critica boa eu adoro e critica ruim eu detesto (risos), é normal, eu sou vaidoso, mas eu posso ficar com raiva na hora e depois eu tento ver no que ele tem razão, porque as vezes os críticos tem razão, mas outras é uma questão de gosto pessoal e tal.

Jéfferson Balbino: E você tem uma relação afetiva com seus personagens? Fica triste quando acaba uma novela e você tem que deixar aquele personagem?

Tuca Andrada: Não... Acabou a novela, acabou o personagem. É claro que sinto falta dos colegas e da equipe, mas dos personagens não. Acabou, acabou!

Jéfferson Balbino: Já ocorreu algum fato inusitado envolvendo você e algum personagem como, por exemplo, você chegar a sonhar como se fosse o seu personagem?

Tuca Andrada: Não... Ainda bem! (risos)

Jéfferson Balbino: E você é um ator que assiste novelas também? Quais as melhores novelas que você já assistiu?

Tuca Andrada: Assisto muito pouco, assisto mais pra ver o trabalho de algumas novelas e ver do que ela se trata, mas não acompanho até porque nós que fazemos teatro não temos muito tempo para sentar em frente à televisão e ficar lá só assistindo.

Jéfferson Balbino: E existe algum personagem vivido por outro ator que se você tivesse tido a oportunidade gostaria de ter feito?

Tuca Andrada: Ah sim... Só não vou falar quais até porque eu reconheço que quem fez, fez muito bem, mas têm muitos.

Jéfferson Balbino: Depois dessa rápida participação em “Babilônia”, você já tem algum novo projeto em vista para a televisão ou para o teatro?

Tuca Andrada: Em televisão não, mas em teatro sim.

Jéfferson Balbino: O que você fará no Teatro? Tem como adiantar alguma coisa?

Tuca Andrada: Eu estréio em Maio a peça “O Olho Azul da Falecida”.

Jéfferson Balbino: E no Cinema terá alguma novidade?

Tuca Andrada: Ainda não.

Jéfferson Balbino: Querido, super obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”, abraços e muito mais sucesso!

 

Tuca Andrada: Obrigado Jéfferson, pra você também!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 17h34
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Tapete Vermelho: GLÓRIA PIRES

 

A grande atriz desta semana nunca “viveu fora” da telinha. Aos quatro anos de idade gostava de brincar nos bastidores da TV EXCELSIOR enquanto se pai, o também ator Antônio Carlos Pires, atuava em “A Muralha”. Sua estreia foi em 1969 na novela “A Pequena Orfã”, após participar da abertura da trama o diretor Dionísio Azevedo a convidou para integrar o elenco infantil do orfanato. Desde então Glória Pires encanta o Brasil...

Com diversas interpretações na telinha, Glória Pires é uma das mais ecléticas atrizes brasileiras. Em 1979 Zulmira de Oliveira encantava os corações dos apaixonados que acompanhavam “Cabocla”, Zuca foi o primeiro papel de grande destaque de Glória. Já em 1988 o ódio por Maria de Fátima tomava conta do publico que acompanhava “Vale Tudo”, a vilã que humilhava a mãe Raquel (Regina Duarte). Em “Mulheres de Areia” (1993), um dos maiores destaques da telenovela brasileira, Glória Pires presenteou o publico com as majestosas interpretações de Ruth e Raquel, irmãs gêmeas de personalidades opostas. Já em “Anjo Mau” (1997), Glória deu vida à babá Nice, remake da novela de Cassiano Gabus Mendes. Agora em 2015, Glória Pires será Beatriz Rangel em “Babilônia”, trama de Gilberto Braga das 21h.

Com sorriso cativante e jeito simples, em 2013, Glória Pires foi eleita a 28ª celebridade mais influente no Brasil, segundo a revista “Fobes”.

 

Glória, Glória, Glória para sempre em nossas novelas...



Escrito por No Mundo dos Famosos às 17h32
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TV Tudo

 

Um humorístico da Globo chama positivamente a atenção do telespectador, como nunca se viu. Há tempos que um programa do segmento não emplaca no canal.

Pois o "Tá no Ar: a TV na TV" quebrou a escrita. Não que o programa, lançado em 2014 e com a segunda temporada no ar em 2015, seja um estrondoso sucesso de audiência. Mas a aclamação da crítica já vale muito. Idealizado e protagonizado pela dupla Marcius Melhem e Marcelo Adnet, o programa tem ainda nomes como Danton Mello, Luana Martau e Georgiana Góes. Era exibido num horário ingrato no ano passado. Depois da meia-noite de quinta para sexta. Com a boa repercussão, esse ano voltou mais cedo, com mais dez episódios, às 23hs. Mas... Por conta dos últimos capítulos de Império, tem sido empurrada para aquele mesmo horário ingrato, o que é motivo de humor para Marcius e Adnet, que outro dia entraram no ar ao final do BBB e soltaram: "A gente trabalha na Globo, mas não concorda com tudo o que ela faz.". Em um tom descontraído, mas com um humor ácido que agrada o grande público que é paciente e espera o horário que for para o programa, enfim, começar. Sobre o "Tá no Ar" em si, quadros e esquetes que são exibidas por segundos (troca-se de canal como se fosse um telespectador) se destacam, como o "Galinha Preta Pintadinha", sátira da personagem infantil Galinha Pintadinha, "Sexy Indecisa", oriundo do sitcom norte-americano "Sex and the City", "Polícia Brasileira", e muito mais. Marcius comanda o programa de forma excelente, e Marcelo Adnet reencontrou o seu talentoso humor consagrado na extinta MTV. Mas o quadro que mais repercute é o "Jardim Urgente", feito por Welder Rodrigues (aquele que fazia o Jajá do Zorra Total, lembra?). Na pele de Jorge Beviláqua, é uma clara tiração de sarro com jornais policialescos, liderados por José Luiz Datena e Marcelo Rezende, que travam uma batalha de audiência para mostrar a desgraça alheia através de notícias ruins. O quadro bem humorado explora as infrações cometidas por crianças, por motivos hilários. E daí vem bordões como "chocalho nele!", "palhaçada!" e "comigo não!". Mas o mais famoso é o "Foca em mim!", ao passo que uma foca de pelúcia é atirada contra o apresentador. Todos os elementos que garantem, muito, muito riso! E pra finalizar, na última quinta o "Jardim Urgente" virou notícia, justamente, ao parodiar o sensacionalismo que é recorrente na TV brasileira, ao zombar da entrevista recente feita por Gugu Liberato à Suzane von Richtofen, aquela que matou os próprios pais. Em cena, Jorge questiona acidamente uma garota (no caso Giovana Ríspoli, a Cláudia de Boogie Oogie) porque matou a aula de matemática. Tudo na intenção de ganhar audiência. E publicidade. Sacada de mestre! Não só por esse quadro, mas por outras esquetes, vale muito a pena ver "Tá no Ar: a TV na TV". Com ou sem horário ruim, o humor ácido vence. E a Globo zoa de si mesma. Ah! Não podia esquecer do "Militante Revoltado", feito por Adnet, que critica tudo o que a "RÉDE Globo de Televisão" faz para manipular seu público. Falei tudo, antes que seja censurado, como o militante. 

Por Jean Marcos Rivelles

E-mail: jean.rivelles@nomundodosfamosos.com.br



Escrito por No Mundo dos Famosos às 17h21
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