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ARQUIVO - No Mundo dos Famosos
 


Entrevista Especial com EMILIANO QUEIRÓZ

 

Hoje eu tenho a honra de entrevistar aqui “No Mundo dos Famosos” um dos maiores atores que esse país tem. Ele já deu vida a inúmeros personagens marcantes e completamente inesquecíveis que jamais deixaram de povoar nosso imaginário, entre eles o Dirceu Borboleta da novela “O Bem Amado”... Em cada uma de suas atuações ele não apenas dá um show de interpretação como nos brinda com a qualidade inigualável de seu trabalho. A “Entrevista Especial” de hoje é com o magistral ator EMILIANO QUEIRÓZ.

“Nunca pensei em ser novelista, na época era uma profissão ingrata  tratada naquela época como autor menor, além do que não dava dinheiro. Eu  achava isso um preconceito, mas meu negocio era continuar no ofício de ator, principalmente,  porque não tinha nenhum talento para função tão longa, difícil e delicada...”

(Emiliano Queiróz)

Jéfferson Balbino: Quando e como surgiu seu interesse pela carreira artística? Houve influência de alguém em sua escolha?

Emiliano Queiróz: Quando criança participava de apresentações na escola, aos 12 anos criei um grupo de Teatro dentro do Colégio, aos 16 anos  pertencia ao Teatro Experimental de Arte  e em seguida fui ser profissional do Radio na PRE9 de Fortaleza.

Jéfferson Balbino: Você é um dos pioneiros na teledramaturgia brasileira tendo, inclusive, atuando nas novelas da extinta TV Paulista e, posteriormente, nas primeiras novelas da TV Globo. Como ocorreu sua entrada na emissora? E como era atuar em novela nessa época?

Emiliano Queiróz: Antes trabalhei na Cultura e na Tupi de SP. Fui pioneiro da TV Ceará  e trabalhava na TV Paulista quando a Globo  inaugurou no Rio em 1965.  A Paulista  se tornou afiliada da Globo e vim com o  direto Libero Miguel e alguns atores  para fazer no Rio a novela “Eu Amo Esse Homem”  que foi proibida pela Censura... Eu já estava no Rio e dei continuidade no Teatro, no Cinema e na TV e também  nos shows de Carlos Machado na boate “Fred’s”.

Jéfferson Balbino: Sacia uma curiosidade nossa: Como era a lendária novela Glória Magadan? Você acha que o estilo da autora faria sucesso nos dias de hoje?

Emiliano Queiróz: Glória Magadan era uma mulher poderosa fazia muito bem o que se propunha a fazer,  gostava demais de mim como ator, eu também escrevia os diálogos de um programa de domingo e então ela me chamou para escrever os diálogos de uma novela que ela adaptava de dois ou três romances. Se um “capa-e-espada”  rocambolesco como aquele faria sucesso hoje? Bem capaz!

Jéfferson Balbino: Por falar na novelista cubana, foi ela quem lhe convidou para escrever a novela “Anastácia, a Mulher sem Destino” (TV Globo/1967), novela essa que viria revelar e consagrar a novelista Janete Clair. O que ocorreu para a novela não atingir o sucesso almejado enquanto você assinava a trama? E como você avalia a reviravolta e o desfecho que a autora promoveu na trama que era escrita por você?

Emiliano Queiróz: A história já era confusa, como  não fez sucesso logo de cara, ela  deixou pra lá e eu fiquei  me espremendo para fazer alguma coisa sem conseguir, pedi socorro... Boni - o mago da TV - optou  por trazer a Janete Clair  que eu mesmo sugeri, pois eu já era amigo do Dias  Gomes (participei do “Pagador de Promessas” no TBC) e a própria Janete sempre declarou: “Foi Emiliano quem me levou para a TV Globo”... O terremoto que  deu o que falar já existia em um dos livros que adaptávamos e Janete só antecipou o acontecimento. Fiquei  trabalhando  com ela por um mês e me joguei  nos  meus ensaios da peça “Navalha na Carne” com Tônia Carrero e Nelson Xavier, texto de Plinio Marcos  e direção de Fauzi Arap. O grande acontecimento teatral daquele ano...

Jéfferson Balbino: Na época, lhe desagradou o fato da novelista Janete Clair assumir a autoria da novela?

Emiliano Queiróz: Janete escreveu personagens maravilhosos para mim assim como o Dias Gomes e fui amigo dos dois por toda uma vida. Por isso nunca me desagradou!

Jéfferson Balbino: Corrija-me se eu estiver errado, mas depois de “Anastácia...” você não escreveu mais para a televisão... Você ficou traumatizado com o fracasso da novela por isso que desistiu da carreira de novelista?

Emiliano Queiróz: Nunca pensei ser novelista que na época era uma profissão ingrata  tratada naquela época como autor menor, além do que não dava dinheiro. Eu  achava isso um preconceito, mas meu negocio era continuar no ofício de ator, principalmente,  porque não tinha nenhum talento para função tão longa, difícil e delicada... Nunca  foi traumático o incidente, às vezes, até considero como divertido, pois não cortou nenhum sonho... Enfim, era pra acontecer exatamente dessa maneira!

Jéfferson Balbino: Havia alguma dificuldade em atuar numa novela em preto-e-branco?

Emiliano Queiróz: Eu comecei fazendo TV ao vivo e em preto-e-branco só depois o vídeo a cor... Hoje é tudo sem limites, mas não tinha dificuldades não!

Jéfferson Balbino: Que lembranças você tem do seu trabalho nas novelas: “Véu de Noiva” (TV Globo/1969) e “Verão Vermelho” (TV Globo/1970)?

Emiliano Queiróz: Eu fazia “Verão  Vermelho”  tinha que morrer no capítulo  X  durante a festa do Bonfim na Bahia, uma das primeiras externas da TV Globo. Para que eu não ficasse sem trabalho Janete escreveu um personagem para mim em “Véu de Noiva”, assim durante um tempo fiquei no ar no “Verão Vermelho” do Dias e no “Véu de Noiva” da Janete.

Jéfferson Balbino: Você já atuou em diversas novelas que foram vítimas da Censura Federal, entre elas a versão censurada de “Roque Santeiro” (TV Globo/1975). A imposição da Censura só afetava a autoria das novelas ou afetava também o elenco e a direção da trama?

Emiliano Queiróz: A proibição da novela “Roque Santeiro” com dezenas de capítulos gravados afetou  uma equipe,  a classe dos artistas, o público que deixou de assistir a obra de Dias Gomes com a direção brilhante de Daniel  Filho. Centenas  de autores tiverem seus trabalhos proibidos no teatro, no cinema e na televisão, poesia, imprensa e música. Com isso a censura dos anos de chumbo atrasou de forma cruel a cultura  no Brasil, a Janete Clair entrou para salvar  e foi um sucesso total com o seu “Pecado Capital”. Equipe e técnicos da novela proibida continuaram trabalhando. Tiraram-me o Zé das Medalhas que eu faria na versão censurada e fui ser Waldir  envolvido com duas belas e talentosas atrizes, a Sandra Barsotim  que deixava o moço louco com seus beijos, e Débora Duarte que desprezava o coitado. Francisco Cuoco, Betty Faria, Rosamaria Murtinho, Leina Krespi,  Lima Duarte, João Carlos Barroso e um elenco de grandes atores...

Jéfferson Balbino: Ao longo de sua carreira você já se decepcionou com a direção e/ou com o texto de alguém?

Emiliano Queiróz: Considero a cumplicidade o mais nobre dos sentimentos, quando entro em um trabalho me torno cúmplice.

Jéfferson Balbino: Você atuou em diversas novelas que marcaram a história da teledramaturgia brasileira, como: “Irmãos Coragem” (TV Globo/1970), “Selva de Pedra” (TV Globo/1972), “O Bem Amado” (TV Globo/1973) e “Pecado Capital” (TV Globo/1975). O que esses trabalhos representam em sua vida e na sua carreira?

 

Emiliano Queiróz: “O  Bem Amado” esta aí até hoje, mas também estão “Irmãos Coragem”, “Alma Gêmea” e “Passione” não apenas na memória do público, mas também no meu coração.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 15h34
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Entrevista Especial com EMILIANO QUEIRÓZ

 


Jéfferson Balbino: A partir da novela “Estúpido Cupido” (TV Globo/1977), onde você viveu o Padre Almerindo, você foi convidado em outras ocasiões para interpretar esse tipo de personagem, como ocorreu nas novelas: “O Sexo dos Anjos” (TV Globo/1989) com o Padre Julião, “Senhora do Destino” (TV Globo/2004) com o Padre Leovigildo, “Eterna Magia” (TV Globo/2007) com o Padre Agnaldo e, recentemente, em “Meu Pedacinho de Chão” (TV Globo/2014) com o Padre Santo. Como você faz para ser reinventar em cada personagem, mesmo que os personagens apresentam um mesmo perfil como foi o caso desses?

Emiliano Queiróz: Na verdade eram próximos por serem padres, mas tinham diferenças. Padre Santo foi um voo, uma fábula que surgiu da criação infinita de Luís Fernando Carvalho, da obra de Benedito Ruy Barbosa. O mais belo dos trabalhos que fiz com imagens.

Jéfferson Balbino: Temos uma grande amiga em comum que é a nossa querida Rosinha [Rosamaria Murtinho]. Como foi trabalhar com ela na novela “Pai Herói” (TV Globo/1982)? E o que você pode nos contar sobre a amizade de vocês?

Emiliano Queiróz: Eu e Rosamaria pouco nos cruzamos em “Pai Herói” embora  fossemos irmãos...  Acho La Murtinho brilhante,   fui co-roteirista  e assistente do filme de Maria Leticia, o “Primeiro de Abril Brasil”  que deu o Kikito  a Rosamaria Murtinho e dirigi com Glórinha Beautenmuller,  a peça de Leilah Assunção: “Vejo um Vulto na Janela” onde a Rosamaria era a estrela.

Jéfferson Balbino: Ainda há algum tipo diferente ou inusitado de personagem que você sonha em interpretar?

Nunca penso em personagens, eles aparecem e eu me entrego. No momento minha entrega é para os filmes  “A Floresta que se Move” de Vinicius Coimbra  e “A Lenda do Gato Preto” de Clebius Viriato.

Jéfferson Balbino: Para você, qual é a importância que a telenovela ocupa da sociedade e na cultura brasileira?

Emiliano Queiróz: Um momento de grande intimidade entre espectador e trama, na intimidade do lar de cada um.

Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite para você dar vida ao inesquecível Tio Biju seu personagem na novela “Cambalacho” (TV Globo/1986)?

Emiliano Queiróz: Tio Bijú  foi um presente do Silvio de Abreu e do Jorge Fernando  depois de cinco anos do seriado “O Bem Amado”.

Jéfferson Balbino: O que você acredita ser o maior desafio da sua profissão?

Emiliano Queiróz: Estar de pé as cinco da manhã  e ficar frente as câmeras até acabar as gravações.....

Jéfferson Balbino: Como você define o papel e a importância do ator na sociedade?

Emiliano Queiróz: O ator é o lúdico o que brinca e que choca, é aquele que trás novos sonhos e destemperos com seus personagens.

Jéfferson Balbino: Você também atuou em diversas minisséries como: “Tenda dos Milagres” (TV Globo/1985), “O Pagador de Promessas” (TV Globo/1988), “Abolição” (TV Globo/1988), “Tereza Batista” (TV Globo/1992), “Anos Rebeldes” (TV Globo/1992), “Hilda Furacão” (TV Globo/1998), “Chiquinha Gonzaga” (TV Globo/1999), “A Muralha” (TV Globo/2000), “Um Só Coração” (TV Globo/2004), “Hoje é Dia de Maria” (TV Globo/2005) e “Dercy de Verdade” (TV Globo/2012). O que é mais e menos prazeroso para o ator em atuar numa minissérie?

Emiliano Queiróz: E mais... Fiz também “Lara com Z” e “Cinquentinha”... Jéfferson, quando o personagem me encanta para mim não importa o veiculo, o importante é fazer aquele personagem.

Jéfferson Balbino: Qual foi o momento mais marcante de sua carreira?

Emiliano Queiróz: Não sei destacar, pois os momentos são experiências vividas... Chico Buarque  compondo a música da Geni para o meu personagem na primeira versão da “Ópera do Malandro” me marcou. Contracenar com  Tônia Carrero, Nelson Xavier,  Fauzi Arap, Plinio Marcos em “Navalha na Carne”... Estar com Maria Della Costa, Dulcina Gauce Rocha em Fortaleza na inauguração do Teatro Sesc Emiliano Queiroz. Bia Lessa nos dirigindo “Nos Jardins de Praga” para o Festival de Hamburgo. “Viagem ao Centro da Terra” também foi marcante. A estreia de “Na Sobremesa da Vida” de Maria Leticia e direção de Ernesto Piccolo, com o produtor Celso Lemos e eu atuando ao lado de Ivone Hoffman, Antônio dos Santos e Ana Queiroz. E o meu personagem Dirceu Borboleta em “O Bem Amado”...

Jéfferson Balbino: Você é um dos poucos atores que consegue transitar com total perfeição tanto na comédia quanto no drama. O que você prefere fazer personagens cômicos ou dramáticos?

Emiliano Queiróz: Para mim todos os personagens são dramáticos e cômicos e tristes e alegres saudáveis ou frágeis como nós...

Jéfferson Balbino: O que você destacaria do seu trabalho no Cinema?

Emiliano Queiróz: “Extorsão” de Flávio Tambellini, “Navalha na Carne” de Braz Chediak, “Madame Satã” de Karim Ainouz, “A Suprema Felicidade” de Arnaldo Jabour e “Casa de Areia” de Andrucha Waddington. 

Jéfferson Balbino: Quais são suas perspectivas em relação ao futuro da teledramaturgia brasileira?

Emiliano Queiróz: Não faço a menor ideia mesmo, porque meu futuro é agora, afinal já estou com 78 anos (risos).

Jéfferson Balbino: E o que você acredita ter sido sua maior contribuição para o gênero?

Emiliano Queiróz: A todos os atores pioneiros que trabalhei e que estão aí até hoje.

Jéfferson Balbino: Você é um ator que também assiste novela? Quais foram às melhores que você já assistiu na condição de telespectador?

Emiliano Queiróz: Geralmente estou gravando ou no teatro no horário das novelas por isso fica difícil de acompanhar, mas quando vejo me delicio com o jogo de talentos...

Jéfferson Balbino: Querido Emiliano, foi uma honra imensurável entrevistar um grande ícone da arte e da cultura brasileira como você. Parabéns pela brilhante carreira e muito obrigado por tudo que você fez em prol da nossa adorada teledramaturgia... Um grande abraço!

Emiliano Queiróz: Meu caro amigo Jéfferson, respondi aqui suas perguntas com sinceridade, humor e com muito prazer... Espero que eu tenha correspondido suas expectativas...

Jéfferson Balbino: Com toda certeza você não apenas correspondeu minhas expectativas como também as superou. Muito obrigado e um grande e afetuoso abraço!

 

Emiliano Queiróz: Obrigado a você Jéfferson, um abraço desse velho amigo!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 15h29
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Ainda Hoje: Entrevista Especial com EMILIANO QUEIRÓZ



Escrito por No Mundo dos Famosos às 12h27
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Entrevista Especial com THAIS DE CAMPOS

 

A “Entrevista Especial” de hoje aqui “No Mundo dos Famosos” é com uma talentosa atriz e competente diretora. Na TV ela já atuou em diversas novelas célebres, dentre elas, “Final Feliz”, “Bambolê”, “Mulheres de Areia”, “A Viagem” e na atual novela das seis, “Boogie Oogie”. Atualmente concilia a função de atriz com a de diretora aonde vem conquistando um grande reconhecimento. Minha entrevistada é a querida atriz THAÍS DE CAMPOS.

“Eu não tenho uma relação tão afetiva com meus personagens, talvez por eu não ser somente atriz procuro ver apenas ver como um trabalho a mais que me acrescentou, por isso não sofro quando acaba um trabalho e eu tenho que desapegar.”

(Thaís de Campos)

Jéfferson Balbino: Thais, como surgiu seu interesse pela carreira de atriz?

Thais de Campos: Nossa... Isso foi há muitos anos atrás... Eu estou com 50 anos e esse meu desejo surgiu aos 5 anos de idade onde eu queria ser atriz, bailarina... Naquela época as meninas queriam ser bailarina, mas hoje querem ser modelos (risos)! E eu queria ser bailarina e atriz e por isso aos 15 anos vim estudar no Rio de Janeiro, fiz Tablado, comecei a fazer teatro e televisão e hoje eu não consigo me ver em outra área que não seja relacionada à arte. Atualmente eu sou professora também, fiquei 8 anos fora do Brasil lá em Lisboa (Portugal), onde montei a primeira escola de Cinema e TV de Portugal, voltei para o Brasil onde eu dou aula na escola do meu tio, o Wolf Maya, eu também escrevo roteiros, dirijo e produzo. Enfim, gosto de estar metida nesse meio, é algo que me faz bem! Então é uma coisa que apareceu  na minha vida desde os 5 anos de idade e que ficou comigo pra vida toda...

Jéfferson Balbino: Geralmente o diretor por ser a autoridade máxima num set ele tem e/ou deve ter um pulso firme para lidar com os atores e toda a produção. Como você, que além de diretora é atriz, administra esse seu lado de diretora? É uma diretora maleável por ser atriz?

Thais de Campos: São funções completamente diferentes... Eu acho muito difícil a pessoa estar fazendo um trabalho como atriz e ela mesma dirigir. Você tem que ter um braço direito muito forte, ou seja, tem que ter um diretor assistente muito bom, ou então você tem que optar por só ser atriz ou só dirigir. Na realidade eu gosto muito de dirigir, eu prefiro ser diretora do que interpretar, tanto que fiquei 8 anos em Portugal sem representar, voltei pra cá e fiquei sem representar, depois de 10 anos que pisei no palco e relembrei como era bom, é como andar de bicicleta que a gente nunca esquece e quando volta a andar sente o primeiro vento na cara, eu gosto muito de dirigir, mas representar também é muito bom.

Jéfferson Balbino: E está em seus planos dirigir novelas?

Thais de Campos: Eu já dirigi na TV, mas em Portugal. Fiz vários trabalhos para a televisão, fiz até trabalhos para a GNT de Portugal, mas aqui no Brasil eu ainda não dirigi, mas estou no sexto curta como diretora, estou também editando o meu média, tenho dos curtas premiados, tem um curta meu que ganhou um prêmio num festival no Canadá... Enfim, a carreira de diretora continua mesmo eu estando representando, mas ainda não surgiu a oportunidade para eu dirigir na televisão brasileira. Eu sou uma pessoa que não para, meu pensamento gira a mil e, é por isso que eu durmo pouquíssimo (risos), pois sou uma pessoa que precisa fazer várias coisas ao mesmo tempo!

Jéfferson Balbino: Você fez trabalhos inesquecíveis com a saudosa Ivani Ribeiro, como em “Mulheres de Areia” (TV Globo/1993) e “A Viagem” (TV Globo/1994)... Que importância essas novelas tem na sua carreira?

 

Thais de Campos: Muita, inclusive agora está reprisando “A Viagem” que foi uma novela belíssima. E recentemente reprisou na Globo “Mulheres de Areia”. São novelas muito importantes e especiais pra mim eu recebia e lia o capítulo inteiro em um dia e queria ler os outros que ainda não tinham chegado de tão bom que era.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 22h15
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Entrevista Especial com THAIS DE CAMPOS

 

Jéfferson Balbino: E você chegou a ter contato com essa magistral novelista?

Thais de Campos: Não... Naquela época o autor era como um deus que se mantinha distância da gente. E ainda é assim até hoje, pois só vemos o autor na festa de lançamento ou numa reunião de elenco o nosso contato se concentra mais com o diretor. Então por isso eu não cheguei a conhecer pessoalmente a Ivani Ribeiro, só conheci e conheço a Solange Castro Neves que trabalhou com ela. Mas a Ivani era uma mestra como todos esses que já se foram eles tinham as regras de como fazer televisão.

Jéfferson Balbino: E como foi contracenar com a grande Laura Cardoso em “A Viagem”?

Thais de Campos: Eu amo ela de paixão, é uma querida... Ela é um monstro, sabe tudo, é um espetáculo! Numa das cenas que gravamos tinha uma que ela teria que chorar em determinado momento e daí o Wolf [Maya, diretor da novela] avisa ela, e daí ela pergunta se era para ela chorar com o olho direito ou com o esquerdo, daí ele levou um susto, mas para não perder o ritmo falou que era com o olho esquerdo e na hora certa ela chorou só com aquele olho (risos), ela é uma fera!

Jéfferson Balbino: E como se dá o processo de composição de suas personagens? Exteriormente ou interiormente?

Thais de Campos: Sempre interiormente, pois acredito que ele tem que vim de dentro pra fora. Mas televisão e cinema não se fazem com formas, eu como sou também professora sempre ensino isso para os meus alunos. A gente tem que entender quais são as características psicológicas daquele personagem para definir e construir uma pessoa com seus problemas e seus afetos.

Jéfferson Balbino: O que lhe é mais gratificante como atriz?

Thais de Campos: É eu ensinar algo. Muitas vezes na TV a gente nem consegue isso, mas no teatro é possível.

Jéfferson Balbino: Quando você faz uma personagem numa obra aberta como é o caso da novela, você consegue idealizar uma rota para a sua personagem trilhar?

Thais de Campos: Em novela como a gente começa com poucos dados vai construindo e crescendo esse personagem aos poucos, mas é claro que um ator inteligente vai dando recados para o autor por isso cada algo a mais que você vier dar a cena o autor pode ver e achar interesse a desenvolver a história por um lado ou por outro, só em novela que conseguimos fazer isso.

Jéfferson Balbino: Se você deseja determinado desfecho para sua personagem, mas não acontece conforme você planejou e/ou idealizou você chega a ficar frustrada?

Thais de Campos: Não... A gente tem que ser bem brasileira e ter um jogo de cintura para mudar e isso quando acontece é até maravilhoso porque faz o ator a trabalhar com a sua criatividade. Então você pode ter construindo determinada cena para seu personagem e daí chega o diretor e muda tudo você tem que fazer conforme ele determinar (risos).

Jéfferson Balbino: E quando acaba uma novela você se sente um pouco órfã da personagem que lhe acompanhou por alguns meses?

Thais de Campos: Não... Eu não tenho uma relação tão afetiva com meus personagens, talvez por eu não ser somente atriz procuro ver apenas ver como um trabalho a mais que me acrescentou, por isso não sofro quando acaba um trabalho e eu tenho que desapegar.

Jéfferson Balbino: Atualmente você vem dando vida a Célia na atual novela das seis, “Boogie Oogie” (TV Globo/2014). Como esta sendo dar vida a essa personagem?

Thais de Campos: A Célia começou a novela devagarzinho e foi crescendo aos poucos, é uma personagem aberta que vai mostrando aos poucos a personalidade dela.

Jéfferson Balbino: E você fez algum tipo de laboratório para compreender melhor os anos 1970 que é o período que a trama é ambientada?

Thais de Campos: Não... Eu só vi muitos filmes para ver o comportamento e o tempo...

Jéfferson Balbino: Você é uma atriz que gosta de assistir novelas? Quais lhe marcaram?

Thais de Campos: Olha, eu sinceramente eu não tenho paciência para seguir uma novela, vejo como trabalho. A única novela que me chamou a atenção como telespectadora foi “Vale Tudo”, mas também tem “Avenida Brasil” que me pegou um pouco também.

Jéfferson Balbino: Querida, foi uma honra falar com você aqui “No Mundo dos Famosos”, parabéns pela trajetória profissional e muito mais sucesso, beijos!

 

Thais de Campos: Muito obrigada, um beijo!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 21h52
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Próxima Entrevistada: THAÍS DE CAMPOS



Escrito por No Mundo dos Famosos às 21h49
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