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ARQUIVO - No Mundo dos Famosos
 


Entrevista Especial com CARLOS VEREZA

 

Hoje 05 de Outubro de 2014, acontece no Brasil o primeiro turno do pleito presidencial, sendo uma das eleições mais eletrizantes da recente história política do Brasil. E, com o intuito de unir o útil ao agradável, trago a vocês eleitores e leitores do site “No Mundo dos Famosos” uma “Entrevista Especial” com um dos principais atores desse país que além de enorme talento para as Artes Cênicas é um dos poucos artistas brasileiros que tem amplo engajamento em assuntos políticos, um grande conhecimento e uma imensurável coragem para debater questões polêmicas que envolve essa esfera. Meu entrevistado é o magistral ator CARLOS VEREZA.

“Olha Jéfferson eu acho que o PT cometeu com o povo brasileiro, sobretudo, com os dependentes das várias bolsas, as ‘anestesias’, um genocídio da cidadania, onde quase 20 milhões de bolsistas se acomodaram e eles não querem apontar uma saída para o mercado de trabalho, e isso acaba se tornando para o PT uma fonte de votos garantidos. E ainda o PT tem essa coisa fascista de querer permanecer no poder”.

(Carlos Vereza)

Jéfferson Balbino: Vereza, como surgiu seu interesse pela carreira de ator?

Carlos Vereza: Ah Jéfferson , isso foi em 1959 quando eu comecei a minha carreira como figurante na TV Tupi que era uma vontade que eu tinha desde criança de ser ator e cantor. Quando eu era criança eu não brincava de pique e amarelinha, eu brincava de cantar e representar, eu escrevia roteiros e depois eu interpretava sozinho no quintal ou contracenando com as árvores, uma coisa maluca! Aí comecei como figurante na TV Tupi, depois fui contratado como ator para um texto da dona Aparecida Menezes, uma escritora de talento, com a indicação do meu colega Rafael de Carvalho, que já partiu, e daí fui lá e fiz o programa dela que era ao vivo, depois a Tupi começou a entrar em processo de falência, mas antes disso eu fiz o Teatro de Comédia da TV Tupi onde conheci o Oduval Vianna Filho e ele me convidou para conhecer o Centro Popular de Cultura e lá eu fiquei uns 3 anos fazendo teatro de rua e viajando pelo Brasil até que houve o Golpe Militar e queimaram a UNE e eu fiquei muito tempo desempregado, depois eu trabalhei no Grupo Decisão do Abujamra onde eu fiz 4 peças com ele até que o meu amigo Dias Gomes, em 1969, me levou para a Globo onde eu comecei fazendo uma participação na novela “A Ponte dos Suspiros”, onde eu fazia em 12 capítulos um franciscano que era queimado pela Inquisição, aí gostaram e o Dias me chamou para fazer a novela seguinte dele “Verão Vermelho” onde eu fiz um caixeiro, aí a Globo me contratou, gostou do meu trabalho daí eu fiz “Assim na Terra Como no Céu” e depois eu fiz a novela que me projetou que foi “Selva de Pedra” onde eu fiz o Miro.

Jéfferson Balbino: Com o grande Dias Gomes você trabalhou também na novela “O Fim do Mundo” (TV Globo/1996) e em outros trabalhos dele... Como foi trabalhar com esse monstro sagrado da dramaturgia brasileira?

Carlos Vereza: Eu fiz muitas coisas com o Dias como uma peça dele do Teatro Dulcina... O Dias é uma das pessoas mais cultas e mais humildes que eu já conheci na minha vida. Na minha opinião, e acho que para todos os críticos em geral, ele revolucionou a teledramaturgia, porque quando ele entrou com “A Ponte dos Suspiros”, ele entrou para substituir a Glória Magadan que estava saindo e ele para não por o nome dele numa novela que já estava no ar, ele adotou o pseudônimo de Stela Calderón, engraçadíssimo (risos). Fiz essa mini-novela que você citou que foi um trabalho maravilhoso e ele foi acima de tudo isso um querido amigo.

Jéfferson Balbino: E como foi trabalhar com a Janete Clair?

Carlos Vereza: Com a Janete eu fiz “Selva de Pedra” onde fiz o Miro e até hoje sou lembrando pelas pessoas por esse trabalho.

Jéfferson Balbino: O Miro era um anti-herói em “Selva de Pedra” (TV Globo/1972). Como foi na época a receptividade desse que foi seu primeiro trabalho notável junto ao público?

Carlos Vereza: Foi impressionante Jéfferson, porque ao mesmo tempo que ele era vilão eu fazia ele de uma forma tão simpática e engraçada que as pessoas adoravam o Miro e choraram quando ele morreu. Até hoje ele é inesquecível.

Jéfferson Balbino: Já com o autor Bráulio Pedroso você trabalhou nas novelas: “O Cafona” (TV Globo/1971) e “O Rebu” (TV Globo/1974). O que esses trabalhos representam na sua carreira?

Carlos Vereza: É aí que entra na minha vida o Braúlio Pedroso... Então esse trio: Janete Clair, Dias Gomes e Braúlio Pedroso revolucionaram o texto da novela, e mesmo sob as fortes ameaças da Ditadura eles encontravam metáforas para falarem da luta pelo poder... Com o Bráulio eu fiz uma novela histórica que se passava em um dia num salão de festas e que infelizmente foi queimada no incêndio da Globo que foi “O Rebu”. Depois eu fiz com o Braúlio a novela “O Cafona” que tinha no elenco o [Francisco] Cuoco, a Marilia Pêra. E, infelizmente, esses três autores partiram cada um em seu tempo, mas restou o último dos moicanos que é o meu querido amigo Benedito Ruy Barbosa. Ele é muito querido!

Jéfferson Balbino: Em setembro/2010 eu entrevistei o autor Whalter Negrão e nós comentamos como a novela “Cavalo de Aço” (TV Globo/1973) foi vítima da Censura. Você que atuava na novela se sentia prejudicado pelas reviravoltas no enredo da trama, devido aos vetos que ocorria? Ou a Censura só abalava os autores?

Carlos Vereza: Fiz essa novela quando fui sequestrado... A censura abalava a todos porque os autores e o Boni tinham que ir sempre a Brasília e eles com a família Marinho e o Walter Clark tinham que negociar falas do texto da novela e as situações da novela, um absurdo! Fiz uma novela do [Walther] Negrão que foi um clássico: “Direito de Amar” onde eu fazia o Monserrat que foi a única novela que virou um livro em alemão.

Jéfferson Balbino: Diferente do Miro de “Selva de Pedra” o Monserrat de “Direito de Amar” era um vilão mais ferrenho. Como você trabalhou o perfil psicológico do sedutor vilão Francisco Monserrat?

 

Carlos Vereza: Ah Jéfferson, procurei fazer ele de uma forma maniqueísta. Então ao mesmo tempo que ele era implacável a cobrança de hipotecas, porém, ele tinha um lado romântico e muito culto já que ouvia ópera. Ele realmente era apaixonado pela Rosária, feita pela minha querida Glória Pires, e numa cena tinha um conjunto tocando ópera aí no intervalo eu peguei e toquei a flauta de um dos figurantes e nisso o Jayme Monjardim viu e pediu que eu tocasse na novela, e era bonito ver aquele banqueiro solitário tocando flauta no banco. Ganhei naquele ano por esse trabalho o prêmio de melhor ator, a Glorinha de melhor atriz e o Jayme de melhor diretor...



Escrito por No Mundo dos Famosos às 02h00
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Entrevista Especial com CARLOS VEREZA

 

Jéfferson Balbino: A mesma pergunta que fiz pro Whalter Negrão, eu repasso a você pra ter outra resposta diante do mesmo fato. Por que houve algumas desavenças nos bastidores da novela “Supermanoela” (TV Globo/1974)?

Carlos Vereza: Fiz essa novela há muitos anos... Creio que foi prejudicada pela Censura e os atores ficaram muito indignados, era um elenco muito bom, mas a direção não correspondia o que propiciou para ser uma novela conturbada...

Jéfferson Balbino: Em 1978, você fez parte do elenco da novela “Aritana” (TV Tupi). Como foi interpretar um texto da consagrada novelista Ivani Ribeiro?

Carlos Vereza: Essa foi à penúltima novela da Tupi que veio a falir logo depois. Além da Ivani Ribeiro que foi uma autora maravilhosa também é importante falar de outra figura mítica na linguagem da televisão que foi o Walter Avancini que trouxe para a televisão o close e o contra-plano, enfim uma linguagem expressionista de cinema alemão e com ele eu fiz grande parte de “Selva de Pedra”, “O Cravo e a Rosa”, que foi uma belíssima novela, acho que a melhor do Walcyr Carrasco, fiz também “Cavalo de Aço”, e ele para mim foi quem criou uma imagem, um visual instigante e moderno na televisão.


Jéfferson Balbino: O [Antônio] Fagundes me disse quando eu o entrevistei que o [Walter] Avancini era um diretor severo. Você também tem essa mesma visão desse marcante diretor?

Carlos Vereza: A gente não deve se pegar por temperamento de pessoas, mas sim pelo talento. Ele era severo porque era extremamente profissional só que embora eu amo ele, ele levava isso a um ponto muito extremo, porque quando se grava 30 cenas por dia não dá pra você deixar de dar uma olhada no texto antes de gravar e ele não permitia isso (risos), ele não deixava o ator entrar com o texto nem no ensaio, ele não deixava sentar nos moveis do cenário, mas isso pra mim nunca teve a menor importância. O que importa ver é o que o Avancini representou na história da televisão brasileira.

Jéfferson Balbino: Voltando a falar da novela “Aritana”, como foi fazer esse trabalho?

Carlos Vereza: Foi um trabalho muito bom, pois ali eu fiz amizades e consolidei outras amizades como com o Jorge Dória. Aprofundei a amizade com o [Carlos Alberto] Riccelli e conheci a Bruna Lombardi e conseguimos fazer da novela uma grande denúncia em relação às arbitrariedades que são cometidas contra o povo indígena. Eu fazia um vilão que chegava ao ponto de pegar uma camisa infectada e jogar numa tribo para matar os índios e eu ficava horrorizado com isso, mas tinha que fazer para denunciar.

Jéfferson Balbino: E como era a sua relação com a autora Ivani Ribeiro?

Carlos Vereza: Ah Jéfferson, a Ivani era muito querida, engraçado que eu não era ainda da doutrina espírita, e ela já era, mas eu nunca tive problema nenhum com autor. Tanto que quando eu fiz o Miro em “Selva de Pedra” num determinado momento da minha fala a Janete Clair escrevia no texto: “Vereza, improvise!” (risos), daí colocava ‘cacos’, imitava a Ângela Maria...

Jéfferson Balbino: Como foi contracenar com a talentosa atriz Nívea Maria na novela “Coração Alado” (TV Globo/1980)?

Carlos Vereza: A Nívea também é uma querida... É impressionante como é até hoje uma das mulheres mais bonitas da televisão, nunca envelhece! E, é também, uma excelente atriz uma profissional de uma correção irreprensicível. Foi lindo trabalhar com ela!

Jéfferson Balbino: Você atuou na novela “Pacto de Sangue” (TV Globo/1989). Como você se prepara quando você trabalha numa produção que contém enredo histórico?

Carlos Vereza: Nessa novela trabalhei com a Sandra Bréa... Eu sempre digo para os atores que estão começando para ler bastante, pois senão não tem como saber o comportamento de uma determinada época quando vai fazer um trabalho como esse. Mas hoje com as exceções devidas basta ter uma estampa para ganhar papel em novela.

Jéfferson Balbino: Entre seus trabalhos no Teatro qual foi o que você nutre uma carinho um pouco mais especial?

Carlos Vereza: Ah meu amigo vou te ser honesto... As peças que eu escrevi são as que tenho um carinho mais especial, o “Nó Cego” que ganhei revelação de autor e outras quatro, duas delas inéditas ainda...

Jéfferson Balbino: Na última vez que eu estive na casa da nossa querida amiga Rosinha [Rosamaria Murtinho] ela me disse que vocês tem um projeto juntos para o Teatro...

Carlos Vereza: A Rosinha é uma querida irmã minha... O projeto que tenho é a peça “Esse Programa Pertence a Você” onde ela faria a minha mãe. Tenho uma admiração enorme por ela, é uma corajosa, ela não se omite em se expressar politicamente. A Rosinha é muito teimosa tem um conto do Thomás Man que se chama “A Enganada” que é uma obra-prima e eu queria adaptar esse conto e fazer com ela essa peça no Teatro, um texto lindo, tomara que façamos juntos, pois ela é uma atriz maravilhosa que canta muito bem.

Jéfferson Balbino: Que elementos cênicos você utilizou para compor o seu inesquecível bandido Lafaiete “Badaró” na novela “Jogo da Vida” (TV Globo/1981)

Carlos Vereza: O Badaró era um vilão muito engraçado (risos) e que fazia uma dupla sensacional com a Lúcia Alves e um trio com o querido Claudio Correa e Castro. As pessoas não são um monobloco, elas têm vários lados então quando eu faço um vilão eu penso o que pode ter nele para ficar rico e ser contraditório, por isso as pessoas lembram deles até hoje. Por ser previsível é insuportável fazer um vilão que dá soco na mesa, que mata ou manda matar... Tem que haver nos meus vilões algum elemento, seja a comédia, seja a cultura para quebrar um pouco.

Jéfferson Balbino: Então você não inspira em algo específico para criar seus vilões?

Carlos Vereza: Não... Eu vou muito pela minha intuição, porém, é evidente que eu estudo. Quando fiz “Memórias do Cárcere” procurei estudar a maneira que as pessoas da época se comportavam socialmente e fui premiado até com o “Pavão de Prata” na Índia. Quando fui interpretar o Bezerra de Menezes deixei o coração falar mais alto e usei como mote a compaixão pelas pessoas.

Jéfferson Balbino: E como foi interpretar o caricato vilão Amorim de “Cara & Coroa” (TV Globo/1995)?

Carlos Vereza: Em “Cara & Coroa” fiz um vilão que tinha uma bengala e um punhal escondido dentro dessa bengala (risos).

Jéfferson Balbino: Como foi gravar aquela cena antológica no desfecho final do Vidal, seu personagem na novela “De Corpo e Alma” (TV Globo/1992), em que ele se suicida nos Arcos da Lapa?

 

Carlos Vereza: Foi maravilhoso, o Vidal era um vilão e eu peguei o lado culto dele que era o cérebro do personagem do Victor Fasano que é meu amigo querido. E quando eu fui gravar eu sugeri, e gentilmente o [Roberto] Talma aceitou, que ele deixasse lá nos Arcos os óculos antes dele se suicidar e ficou muito marcado. 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 01h58
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Entrevista Especial com CARLOS VEREZA

 

Jéfferson Balbino: Essa novela também ficou marcada por aquela triste fatalidade com a atriz Daniela Perez... Como você reagiu com esse lamentável acontecimento?

Carlos Vereza: Eu fui uma das últimas pessoas em ver a Daniela em vida na terra. Eu estava na maquiagem daí ela foi lá e me disse: “Vereza, a minha mãe quer falar com você no telefone”, e a Glória me ligou para me convidou porque seria eleita a rainha numa gafieira, daí dei um beijinho na Daniela e fui para a sala de atores e lá estava a figura, o Guilherme [de Pádua] que estava folheando o bloco de capítulos da semana e parece que nesse bloco ele não entrava e ele jogou o bloco no chão, eu me lembro disso como se fosse agora. E naquela madrugada soube do que houve...

Jéfferson Balbino: Vereza, você atuou em várias minisséries da TV Globo, como: “Agosto” (1993), “A Madona do Cedro” (1994), “Hilda Furacão” (1998) e “Um Só Coração” (2004). Uma obra fechada é mais viável para o ator compor o seu personagem do que uma obra aberta como a novela?

Carlos Vereza: Há uma diferença, porque numa obra fechada você tem uma perspectiva do que será. Em “Hilda Furacão” eu fiz um guerrilheiro que tem uma morte trágica, o Lorca era bombardeado por um avião, ele tentava bombardear o avião e meu personagem não conseguia e acabava morrendo. É uma pena a Ana Paula [Arósio] ter deixado a carreira de atriz, pois tem uma beleza rara e um grande talento.

Jéfferson Balbino: Qual é a maior contribuição da teledramaturgia para a Cultura do país?

Carlos Vereza: É fundamental, porque se você analisa a teledramaturgia sem preconceito, eu nunca esnobei a televisão até porque comecei como figurante nela, em sentido geopolítico a televisão uniu o Brasil, passou várias imagens do Brasil e conseguiu criar certa unidade geografia e de linguagem. Do ponto de vista de interpretação e cultura ela aprimorou muito a cenografia, a iluminação, a interpretação, a direção, os atores ficavam mais naturais quando foram interpretar no cinema, surgiram muitos atores de cinema e teatro que passaram para a televisão. Isso é inegável!

Jéfferson Balbino: É verdade que seu personagem Max na novela “Pátria Minha” (TV Globo/1994) que lhe instigou a aprender tocar saxofone?

Carlos Vereza: Isso é verdade, foi ótimo... Foi maravilhoso! Ele era um boêmio e num dia veio uma rubrica do Gilberto Braga: “Max toca saxofone”, e no dia seguinte ele aparecia com o sax, mas tinha um rapaz em off tocando, eu pedi para o cara me vender e me ensinar, e como eu tocava flauta não foi tão difícil, fiquei a madrugada inteira treinando e a partir daí toquei sax ao vivo nas gravações e toquei também numa externa lá no Arpoador com a René de Vielmont depois veio outra rubrica dizendo que ele não tocaria mais sax daí eu pendurei o sax no meu cenário (risos).

Jéfferson Balbino: Um dos seus personagens que eu mais gosto na sua belíssima carreira é o incorruptível Senador Roberto Caxias que você magistralmente interpretou na novela “O Rei do Gado” (TV Globo/1996). Como foi interpretar um político honesto que na vida real faz tanta falta no Brasil?

Carlos Vereza: Eu entrei no capítulo 20 e meu personagem nem tinha nome, eu fui trabalhando e ele foi crescendo a tal ponto de mexer com o MST e com um Senador de Brasília, pois meu personagem fazia numa cena antológica um discurso de 5 páginas para 5 parlamentares, onde um lia o jornal, o outro dormia, um olhando uma pasta, o outro no celular e o outro indo embora, e daí esse Senador ligou achando um absurdo alegando que o Plenário estava sempre cheio, porém, na semana seguinte saiu nos jornais a foto de um cara discursando e somente uma pessoa no plenário. O Benedito ama muito esse personagem!


 

Jéfferson Balbino: Você é um dos atores do nosso país que se engaja em assuntos políticos. Como você avalia o atual cenário político brasileiro?

Carlos Vereza: Olha Jéfferson eu acho que o PT cometeu com o povo brasileiro, sobretudo, com os dependentes das várias bolsas, as ‘anestesias’, um genocídio da cidadania, onde quase 20 milhões de bolsistas se acomodaram e eles não querem apontar uma saída para o mercado de trabalho, e isso acaba se tornando para o PT uma fonte de votos garantidos. E ainda o PT tem essa coisa fascista de querer permanecer no poder. Por isso voto sempre onde está o Fernando Henrique Cardoso que com a solidariedade do Itamar Franco acabou com a inflação de 80% ao mês e criou o Plano Real, o plano de estabilidade, etc... Preferia o [José] Serra como candidato a Presidente, ele já foi da UNE, tem uma vida pública integra, mas vou votar no Aécio.

Jéfferson Balbino: E se der num segundo turno a Dilma e a Marina?

Carlos Vereza: Não sei agora, mas em 2010 a Marina [Silva] foi covarde em não apoiar no segundo turno um dos dois candidatos, pois com isso grande parte dos 20 milhões de votos que ela teve foram para Dilma e ajudou o PT continuar mais 4 anos no poder. Mas se agora em 2014, der num segundo turno Dilma e Marina é claro que voto na Marina.

Jéfferson Balbino: Voltando a falar de teledramaturgia, você participou dos remakes das novelas: “Sinhá Moça” (TV Globo/2006) e “Paraíso” (TV Globo/2009). Como foi interpretar esses personagens vividos pelos atores Luiz Carlos Arutin e Ary Fontoura? Você se inspirou nas interpretações que eles fizeram nas versões originais?

Carlos Vereza: Eu faço a minha própria composição, agora se alguém quer trocar informações comigo eu troco. Eu nunca me preocupo em ser o melhor, eu procuro ser o melhor em relação a minha história, ao meu trabalho, odeio competição e disputa de ego. Eu adorei fazer o tipografo de “Sinhá Moça”, porque o Benedito [Ruy Barbosa] foi tipografo e aquele padre na novela “Paraíso”.

Jéfferson Balbino: Em 1986, a Globo fez um remake da novela “Selva de Pedra” onde seu personagem foi defendido pelo Miguel Falabella. Como você se sente em ver outro ator dando vida a um personagem tão especial que você defendeu no passado?

Carlos Vereza: Rapaz, sabe que eu não vi ele fazendo eu estava na França. Mas o Miro modéstia a parte foi tão meu, pois as pessoas falam do que eu fiz na versão original.

Jéfferson Balbino: Mas se você vesse, sentira ciúmes?

 

Carlos Vereza: Não sei se sentiria ciúmes, teria que ver pra depois te falar (risos)...



Escrito por No Mundo dos Famosos às 01h54
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Entrevista Especial com CARLOS VEREZA

 

Jéfferson Balbino: Qual foi o momento mais marcante da sua carreira no Cinema?

Carlos Vereza: Foi “Memórias do Cárcere”.

Jéfferson Balbino: Após viver tantos vilões, em 2010, você deu vida a um anjo na novela “Escrito nas Estrelas” (TV Globo). Qual sua avaliação final sobre esse trabalho?

Carlos Vereza: Eu acho que a Elizabeth Jhin, autora dessa novela, é uma continuidade da Ivani Ribeiro e precisa ter esse tipo de trabalho.

Jéfferson Balbino: Você também fez com ela a novela “Amor Eterno Amor” (TV Globo/2012)...

Carlos Vereza: Fiz... Um avô e eu até pedi pro Papinha [Rogério Gomes, diretor da novela] me deixar tocar flauta, mas ele não deixava (risos). No final da novela eu casava com a personagem da Suely [Franco] que é uma querida e a gente terminava tocando trenzinho caipira, e no final termino tocando flauta e ela piano no trenzinho...

Jéfferson Balbino: E quando teremos o prazer de ver você de volta às novelas?

Carlos Vereza: Ainda não sei, sigo contratado da Globo. Eu tenho planos a curto prazo de Teatro...

Jéfferson Balbino: Ao longo desses anos de carreira você acredita que tenha mudado alguma coisa na forma de interpretar na TV?

Carlos Vereza: Não... Na forma de interpretar não. Eu nunca fui e nem serei saudosista, mas acho que ficou mais rasa as atuações dos novos atores onde se dão mais ênfase a aparência, é claro que há devidas exceções. No auge da telenovela você tinha atores com um currículo enorme de teatro, de cinema e de cultura, mas não sei se essa rapaziada esta lendo. A televisão evoluiu muito tecnologicamente, sendo uma das melhores do mundo, mas sinto falta também de temáticas, por isso que chamo o Benedito de último moicano.

Jéfferson Balbino: Ainda há algum tipo específico de personagem que você queira interpretar?

Carlos Vereza: Eu gostaria de ter feito no Cinema, mas não é possível porque uma outra pessoa comprou os direitos, “Angústia” do Graciliano Ramos, um romance linod. Tudo bem que ela tenha comprado os direitos, mas não fez o filme... Seria então o Luiz um personagem maravilhoso...

Jéfferson Balbino: E o que você considera ter sido sua maior contribuição ao longo da história da teledramaturgia brasileira?

Carlos Vereza: A minha contribuição acho que foi sempre olhar para a televisão como um veiculo nobre e fazer cada personagem na televisão com a mesma dignidade que eu teria para interpretar um personagem de Shakeaspere. Eu nunca fiz nenhum trabalho na televisão pensando que ela é um veiculo, uma arte menor, muito pelo contrário... Até porque num país que a maior parte da população não vai ao teatro a televisão acaba sendo uma espécie de teatro eletrônico popular. Eu faço pra valer!

Jéfferson Balbino: Quem são seus maiores ídolos?

Carlos Vereza: Os meus maiores ídolos já morreram que eram: o [Charles] Chaplin e o Marlon Brando.

 Jéfferson Balbino: Qual você considera ter sido o momento mais marcante de toda a sua carreira?

Carlos Vereza: Também meu trabalho em “Memórias do Cárcere”...

Jéfferson Balbino: Quais foram às melhores novelas que você assistiu?

Carlos Vereza: Eu vejo pouca novela, mas gostei muito de “Vale Tudo”.

Jéfferson Balbino: Vereza, querido foi uma honra ter entrevistado aqui “No Mundo dos Famosos” um magistral ator como você. Parabéns pela brilhante carreira e muito mais sucesso. Um grande abraço!

 

Carlos Vereza: Jéfferson, a honra foi minha e parabéns pelo feedback que você tem o que é raro num entrevistador. Muito obrigado amigo, um abraço!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 01h51
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Ainda Hoje: Entrevista Especial com CARLOS VEREZA



Escrito por No Mundo dos Famosos às 01h51
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