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ARQUIVO - No Mundo dos Famosos
 


Entrevista Especial com Roberto Pirillo

 

A “Entrevista Especial” de hoje é com um grande e querido ator, com uma vasta carreira na TV, no Cinema e no Teatro. Em teledramaturgia ele participou de novelas ícones, como: “Minha Doce Namorada” (1971), “O Semideus” (1973), “Escalada” (1975), “Escrava Isaura” (1976), “Locomotivas” (1977), “A Gata Comeu” (1975), “Celebridade” (2003), “Prova de Amor” (2005), “Amor e Intrigas” (2007) e atualmente vem dando um show de interpretação como o Dr. Merival Porto na atual novela das nove da Globo, “Império” (2014). O entrevistado de hoje do “No Mundo dos Famosos” é o brilhante ator ROBERTO PIRILLO.

Eu gostaria de fazer um gay na televisão...”

(Roberto Pirillo)

Jéfferson Balbino: Roberto, como está retornar à TV Globo com a novela “Império” (TV Globo/2014)?

Roberto Pirillo: Para mim está sendo muito importante essa volta para a casa depois de tantos anos... Eu faço o Dr. Merival Porto, o advogado da empresa do Comendador, ele é o homem que resolve todos os ‘pepinos’ da casa, ao longo da minha carreira eu já passeei por diversos personagens jurídicos, mas esse é especial porque é um dos melhores do Rio e daqui para frente vamos ver o que acontecerá tudo dependerá das mãos do Aguinaldo Silva.

Jéfferson Balbino: Na Record você também deu vida a diversos personagens muito bons, como o Hélio da novela “Prova de Amor” (2005), o Olavo em “Alta Estação” (2006), o Otávio de “Amor e Intrigas” (2007), entre outros. Você estava numa carreira estabilizada na emissora do bispo Edir Macedo. O que te motivou a trocar de emissora?

Roberto Pirillo: Ah Jéfferson... A vida de ator é como a de jogador de futebol, um dia você está jogando num time, no outro dia em outro time... São as oportunidades que aparecem, eu comecei a Globo em 1971 e fiquei 16 anos na casa, depois fui pra Manchete, pra Bandeirantes, sempre fazendo paralelamente Teatro... E agora surgiu a oportunidade de retornar pra Globo e eu estou muito feliz.

Jéfferson Balbino: Entre os trabalhos que você fez a teledramaturgia da Record, qual você destacaria?

Roberto Pirillo: O meu último trabalho na Record que foi o Simas na minissérie “Sansão e Dalila”, foi trabalho muito bonito. Foi à superprodução bíblica! E olha que é difícil eu gostar de algum trabalho, pois sou muito autocrítico, coisa de virginiano (risos). Mas eu estou sempre treinando a alma para receber novos personagens...

Jéfferson Balbino: Gostei muito do se trabalho na novela “Alta Estação” (TV Record/2006). O que esse trabalho representa pra você?

Roberto Pirillo: Adorava, pois o Olavo era o vilão... É sempre bom passearmos por esses personagens de caráter duvidoso, afinal fazer só papel de bonzinho é chato.

Jéfferson Balbino: Embora você tenha feito esse grande vilão em “Alta Estação”, você já fez um grande mocinho na novela “Escrava Isaura” (TV Globo/1976). Como foi atuar nesse clássico da teledramaturgia brasileira?

Roberto Pirillo: Muito bacana Jéfferson, você citar esse meu trabalho já que você nem era nascido nessa época... Realmente “Escrava Isaura” foi um marco da TV brasileira ainda mais por abrir um mercado para a exportação internacional da Globo, até hoje é falada e comentada em todo mundo e as pessoas lembram e comentam...

Jéfferson Balbino: E como foi pra você quando o seu personagem Tobias teve que morrer e sair da novela antes do final?

Roberto Pirillo: Ah foi triste... Mas esse personagem foi criado pelo Gilberto Braga, ele não existia no original do Bernardo Guimarães... E como o Gilberto Braga precisava criar um clima de romance, não ter somente aquele clima pesado de inicio de novela com o Leôncio do Rubens de Falco, meu personagem foi criado para dar uma suavidade na novela e era pra ele durar alguns capítulos e durou por uns trinta, foi até difícil para tirar esse personagem da história, mas foi preciso para entrar o Álvaro que era o grande herói da história do Bernardo Guimarães. Foi um grande privilégio e uma grande honra dar vida a esse personagem!

Jéfferson Balbino: Ainda há algum tipo específico de personagem que você tenha interesse em fazer?

Roberto Pirillo: Eu gostaria de fazer um gay na televisão. Só fiz gay em “Trair e Coçar é só Começar”, no inicio. Mas a gente está sempre aberto, como diria um grande escritor: “O ator é um cara que treinou sua alma para vibrar por outras almas...”, portanto, a gente tem que estar sempre pronto para vibrar por outras almas.

Jéfferson Balbino: Você também deu um show de interpretação na novela “A Gata Comeu” (TV Globo/1984). Como foi trabalhar com essa grande mestra da nossa teledramaturgia?

Roberto Pirillo: Foi uma das novelas que marcou a história da Globo e foi um privilégio dar vida ao texto da Ivani.

Jéfferson Balbino: Lá na Globo você participou ainda da novela “Escalada” (TV Globo/1975) do nosso querido Lauro César Muniz...

Roberto Pirillo: Você tem boa memória hein?! Era uma novela em preto-e-branco ainda...

Jéfferson Balbino: Naquela época gravar em preto-e-branco ocasionava alguma dificuldade para o ator ou não interferia em nada?

Roberto Pirillo: Era um momento que a gente vivia na televisão brasileira, as ferramentas que a gente tinha para gravar era aquela ao contrário de hoje em dia que temos toda essa tecnologia. Então o ator esta sempre pronto para viver bons momentos e novos momentos da televisão.

Jéfferson Balbino: O que você acredita ser sua maior contribuição para a história da teledramaturgia brasileira?

Roberto Pirillo: Eu acho que a continuidade do trabalho, o acúmulo da nossa trajetória de sempre oferecer ao público um bom trabalho, isso é um marco.

Jéfferson Balbino: E você é um ator que assiste novelas também?

Roberto Pirillo: Sempre que eu posso eu vejo, mas pela minha autocrítica eu procuro não ver muito.

Jéfferson Balbino: Como telespectador quais foram as novelas que você mais gostou de assistir?

Roberto Pirillo: Gostei de muita coisa na televisão, como esse remake que teve de “O Rebu” com grandes interpretações. Tem uma legião de novelas, uma imensidão de novelas que a gente pode aplaudir sempre, entre elas, “Roque Santeiro”.

Jéfferson Balbino: Tem algum personagem feito por outro ator que se você pudesse gostaria de ter feito?

Roberto Pirillo: Não sei Jéfferson, sabe que é uma boa pergunta... Eu acho que o ator vai amadurecendo com a idade e vai adquirindo novas formas, o importante é o amadurecimento. Tem que ver o tipo físico também e tudo...

Jéfferson Balbino: Querido, obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”, abraços e sucesso!

Roberto Pirillo: Valeu Jéfferson!

 

 

 

 

 



Escrito por No Mundo dos Famosos às 23h37
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Ainda Hoje: Entrevista Especial com Roberto Pirillo



Escrito por No Mundo dos Famosos às 23h36
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Entrevista Especial com TATO GABUS

 

Hoje eu entrevisto aqui “No Mundo dos Famosos” um brilhante ator. Ele é filho do saudoso mestre Cassiano Gabus Mendes e com toda certeza do mundo ele trás consigo o genes artístico do pai, pois é extremamente talentoso. Em cada personagem que faz deixa sua inconfundível marca e não é diferente com seu atual personagem, o Severo da novela das nove, “Império”. Minha “Entrevista Especial” é com o querido ator TATO GABUS.

“Sabe Jéfferson, eu sempre tive vontade de ser novelista como meu pai, mas estou tentando, pelo menos já estou escrevendo algumas coisas (risos)...”

(Tato Gabus)

Jéfferson Balbino: Tato, como está sendo interpretar o Severo na novela “Império” (TV Globo/2014)?

Tato Gabus: Ah Jéfferson, pra mim está sendo um grande desafio, pois esse personagem é muito distinto de todos os outros personagens que eu já fiz... Desde que eu li a sinopse já percebi que essa novela promete – e muito. Realmente, o Aguinaldo [Silva], como grande autor que é, ele está resgatando o drama da novela, aquela pegada pela emoção... E como ele já tem uma carpintaria, ele faz isso muito bem, e por isso já criou histórias maravilhosas, é um craque! A expectativa pelos próximos acontecimentos é grande, ainda mais com esse elenco maravilhoso.

Jéfferson Balbino: É a primeira novela do Aguinaldo que você atua né?

Tato Gabus: Sim! E por isso estou gostando tanto e está sendo uma emoção trabalhar com um autor tão bom como ele e que eu ainda não havia trabalhado.

Jéfferson Balbino: E como foi o processo de composição desse seu personagem?

Tato Gabus: Então Jéfferson... Eu troquei muita idéia com uma colega minha que é psicóloga sobre o comportamento desse casal, pois eles têm um comportamento muito inescrupuloso, sobretudo, com a filha. E em função dessas conversas e através das leituras do texto fui encontrando um caminho. Acreditando que a gente está no caminho certo, pois senti que estamos agradando.


Jéfferson Balbino: Querido, não tem como falar de teledramaturgia e não relacionar com seu pai, o magistral Cassiano Gabus Mendes. Que importância ele ocupa na sua carreira como ator?

Tato Gabus: É inegável a importância dele para todos nós do meio... Primeiro pelo exímio profissional que foi, ele era rigoroso, mas sempre foi um grande parceiro, adorava ouvir idéias dos outros, não apenas dos filhos... Eu cansei de dar idéias pra ele, e aí ele utilizava ou não utilizava, cheguei até escrever algumas coisinhas para ele... A importância dele como autor era a experiência, ele tinha muita visão com os jovens, ele via algum jovem ator atuar e ao perceber o brilho do ator e que daria certo ele apostava, enfim ele tinha uma intuição. E isso faz falta hoje em dia!

Jéfferson Balbino: E foi o Cassiano que influenciou você a seguir a carreira de ator?

Tato Gabus: Foi toda a minha casa né?! Porque a minha mãe era rádio atriz, meu pai já trabalhava na TV e iniciou a televisão no Brasil, meu avô foi um dos grandes nomes do rádio lá em São Paulo, a minha casa era constantemente frequentada por artistas, portanto seria impossível não ter esse instinto natural...

Jéfferson Balbino: Seu pai foi o responsável por escrever grandes novelas que marcaram a história da teledramaturgia brasileira. Você nunca pensou em seguir a carreira de novelista, como seu pai?

Tato Gabus: Sabe Jéfferson, eu sempre tive vontade de ser novelista como meu pai, mas estou tentando, pelo menos já estou escrevendo algumas coisas (risos)...

Jéfferson Balbino: Um dos seus melhores trabalhos na TV ocorreu na novela “Que Rei Sou Eu?” (TV Globo/1989). Como foi dar vida ao inesquecível personagem Pixot?

Tato Gabus: “Que Rei Sou Eu?”, foi um dos momentos em que meu pai deu uma virada na visão das novelas, ele surpreendeu a todos com uma idéia inédita, pois era uma novela de época que tinha um diálogo atual e que enfocava todas as mazelas do Brasil em Ávilan, como a corrupção. E, é uma novela atual até hoje...

Jéfferson Balbino: É atemporal...

Tato Gabus: Sem dúvida nenhuma!

Jéfferson Balbino: E em relação ao seu personagem, houve alguma fonte de inspiração para você criá-lo?

Tato Gabus: No início da novela, o Jorginho [Jorge Fernando – diretor] me ajudou bastante, porque o Pixot teria uma enorme transformação, pois ele era mendigo e virava um príncipe, e ele acreditava que era devido à lavagem cerebral que o Ravengar (Antônio Abujamra) fazia nele para ele se tornar um rei bastardo. Foi inesquecível!

Jéfferson Balbino: E ele tinha uma ambigüidade, pois de mendigo se tornou, sobretudo, o anti-herói da história...

Tato Gabus: Sim... E isso serviu bem para ilustrar como o poder corrompe as pessoas... Quando ele começa a gostar do poder ele vira um grande tirano que é o que acontecem com a maioria das pessoas que chegam ao poder. O poder enlouquece as pessoas!

Jéfferson Balbino: E você é um ator que assiste novelas também?

Tato Gabus: Assisto, porém, não sou um frequentador diário da telenovela, mas ator tem que assistir novela também, ver o que os colegas estão fazendo, faz parte do nosso trabalho.

Jéfferson Balbino: O que você considera ter sido sua maior contribuição na história da teledramaturgia brasileira?

Tato Gabus: Sempre me dediquei ao trabalho, estou na TV Globo há 28 anos... Eu acho que a minha dedicação ao trabalho é uma contribuição. Agora o que posso contribuir do dia a dia e com maior frequência é ajudar os jovens atores mostrando um caminh bacana da profissão a eles.

Jéfferson Balbino: Qual foi o personagem que mais lhe marcou seja afetivamente ou profissionalmente?

Tato Gabus: Sem dúvida nenhuma, o Pixot. Até por ser uma novela do meu, por ter toda aquela linguagem inédita que eu disse, mas eu também tenho um carinho enorme e lembranças maravilhosas de outros personagens que eu fiz e que foram trabalhos divertidos de fazer, porque o ator precisa se divertir fazendo o seu personagem.

Jéfferson Balbino: Qual o maior desafio para você como ator?

Tato Gabus: Ter que matar um leão em cada trabalho. Você tem que acertar com o seu personagem, não pode errar, porque se errar vão lembrar pra sempre desse erro.

Jéfferson Balbino: Você se desapega fácil de um personagem no final de cada trabalho?

Tato Gabus: Sim... Eu separo bem as coisas e nunca fui de misturar as coisas. Agora a gente fica meio triste por se separar da equipe, dos amigos que você convivia, mas a vida de ator é assim tem que dar sempre uma esvaziada ao final de cada trabalho e a gente fica sem se encontrar por algum tempo...

Jéfferson Balbino: Certa vez eu até comentei com a Adelaide [Maria Adelaide Amaral] que você deu um show de interpretação, na minissérie “Queridos Amigos” (TV Globo/2008) e na novela “Sangue Bom” (TV Globo/2013). Como foi trabalhar com essa maravilhosa autora?

Tato Gabus: Ah Jéfferson, a Adelaide como você sabe é uma grande autora de novelas, uma ótima dramaturga, ela é uma pessoa muito querida até por essa ligação que ela teve com meu pai que introduziu ela na televisão. E eu tive a felicidade de fazer esses trabalhos com ela e me orgulho muito.

Jéfferson Balbino: Recentemente, ela cogitou a possibilidade fazer um remake da novela “Que Rei Sou Eu?”. Que ator você indicaria para o papel que foi seu na versão original?

Tato Gabus: Ah Jéfferson (risos)... Tem tanta gente boa na casa, com a idade que eu tinha na época e por isso não vou cometer injustiça.

Jéfferson Balbino: E você ficaria com ciúmes em ver outro ator defendendo um personagem que foi muito especial para você?

Tato Gabus: Não, absolutamente... Até porque eu jamais poderia fazê-lo de novo estou com outra idade, estou mais velho...

Jéfferson Balbino: Mas já entrevistei atores que me confidenciaram ter ciúmes de ver personagens tão importantes para eles sendo interpretados por outros atores em remakes (risos)...

Tato Gabus: Eu até entendo, pode ser que na hora até eu tenha, mas como ainda nunca vi não sei (risos)...

Jéfferson Balbino: Querido, foi uma honra ter entrevistado você aqui “No Mundo dos Famosos”, super obrigado! Abraços e muito mais sucesso!

 

Tato Gabus: Que isso Jéfferson, obrigado você, abraço!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 22h06
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Ainda Hoje: Entrevista Especial com TATO GABUS



Escrito por No Mundo dos Famosos às 22h04
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