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ARQUIVO - No Mundo dos Famosos
 


Entrevista Especial com OTHON BASTOS

 

Hoje eu entrevisto aqui “No Mundo dos Famosos” um dos grandes atores do nosso país. Ele já deu vida aos mais variados tipos de personagens, já atuou nas mais renomadas novelas da história da teledramaturgia brasileira e, assim, trabalhou com os maiores novelistas que o nosso país já teve... Atualmente dá vida ao mordomo Silviano na atual novela das nove, “Império”. Minha “Entrevista Especial” é com o brilhante e talentoso ator OTHON BASTOS.

“Eu nunca pensei em ser ator, mas me tornei por um simples acaso...”.

(Othon Bastos)

Jéfferson Balbino: Começa nos falando como está sendo atuar na novela “Império” (TV Globo/2014)?

Othon Bastos: Está sendo bom... Toda vez que começo um novo trabalho sempre fico ao longo desse trabalho na maior expectativa em torno do trabalho. Pois você pega esse personagem e começa a estudar esse personagem e relacionar com o que você vai fazer, com que o autor deseja e com o que a direção deseja... A criação do personagem é sempre muito importante então você criar é mais importante do que você ser feliz.

Jéfferson Balbino: Mas essa sua expectativa te acompanha durante toda a novela?

Othon Bastos: A minha expectativa gira em torno do que vai acontecer e como vai acontecer com o meu personagem ao longo da novela, como vai transcorrer as coisas para o mordomo que faço junto com toda a família do núcleo do Comendador José Alfredo (Alexandre Nero) e a vilã Maria Marta (Lilia Cabral). Enfim, acho que todos ficam na expectativa com o que vai acontecer com essa família...


Jéfferson Balbino: Ao longo de sua carreira você já deu vida aos mais variados e inusitados tipos de personagens... Ainda há algum tipo específico que você queira interpretar?

Othon Bastos: Esse mordomo de “Império” eu nunca tinha feito antes... Nunca havia feito um mordomo, essa é a primeira vez que faço. Agora como e porque fazer esse mordomo que é a questão, porque ele não segue uma linha gay, aliás, isso o Aguinaldo [Silva] deixa bem claro: “ele não é um personagem gay.”, então ele tem em seu comportamento uma mistura britânica, acima do normal. Ele conduz a casa quase como um quartel, tudo bem organizado e bem feito.

Jéfferson Balbino: E você teve que fazer algum tipo de laboratório para compor esse seu personagem?

Othon Bastos: Eu fiz um workshop com a senhora Renata Brito que é uma pessoa maravilhosa e me deu todas as dicas e informações, ela tem uma generosidade e uma beleza incrível como ser humano... E ela me explicou tudo à maneira que põe o garfo, como ajeitam os talheres, pratos, copos... Foi um trabalho muito bom!

Jéfferson Balbino: O que lhe é mais gratificante na carreira de ator?

Othon Bastos: É o trabalho em si. É você estar trabalhando, isso é o mais gratificante até porque na verdade o ator faz terapia diariamente, cada vez que ele entra em cena ele faz terapia.

Jéfferson Balbino: E como surgiu seu interesse pela carreira artística? Teve alguma influência?

Othon Bastos: Não! Foi tudo pelo acaso, eu nunca pensei em ser ator, mas me tornei por um simples acaso... Estudava numa escola e por acaso houve algumas leituras e ficávamos fazendo como se fossem brincadeiras e um rapaz me viu e me levou para o Pascoal Carlos Magno, em 1950 comecei e estou aqui até hoje. E olha que já há um bom tempo (risos).

Jéfferson Balbino: Um dos seus trabalhos mais expressivos na teledramaturgia brasileira aconteceu na novela “Aritana” (TV Tupi/1978). Que lembranças você tem desse trabalho?

Othon Bastos: Nossa Jéfferson, você lembrou que eu fiz “Aritana”?! (risos). Nessa novela, tive a honra de trabalhar com a saudosa Ivani Ribeiro que é uma das figuras mais importantes da TV brasileira e que nunca pode ser esquecida. Ela não é pra ser esquecida... Ela é tão importante que eu acho que a Globo deveria refazer todas as novelas que ela escreveu, porque ela era uma autora extraordinária, ela tinha uma espiritualidade que muita gente não tem, ela escrevia com a áurea, ela sabia o que ela queria transmitir, ainda bem que volta e meia eles fazem remakes e reprisam como “A Viagem”. E fiz essa novela com ela numa época que a Tupi tinha muita força, saudades é o que ficou desse tempo.

Jéfferson Balbino: Você também trabalhou com o Benedito Ruy Barbosa em “Os Imigrantes” (Band/1981). O que destacaria desse trabalho?

Othon Bastos: “Os Imigrantes’ foi pra mim uma das novelas mais importantes da história da teledramaturgia que foi feita pela Bandeirantes. Era uma novela extraordinária.

Jéfferson Balbino: Ao longo de sua carreira você já trabalhou com muitos novelistas, como: a Ivani Ribeiro, o Benedito Ruy Barbosa, Glória Perez, Manoel Carlos, Silvio de Abreu, Lauro César Muniz, Dias Gomes, Carlos Lombardi, Walcyr Carrasco, Gilberto Braga e Aguinaldo Silva. Cada um desses autores tem seu próprio universo dramatúrgico. Como é ter que se adequar ao estilo particular de cada autor que você trabalhou?

Othon Bastos: É pra isso que o ator estuda: para se adaptar ao estilo de cada autor. Como também acontece no teatro, você faz de Nelson Rodrigues a Shakespeare, ser ator é você tomar conhecimento do mundo que esta em torno de você.

Jéfferson Balbino: E como foi atuar na inesquecível novela “Roque Santeiro” (TV Globo/1985)?

Othon Bastos: Foi à primeira novela em que eu trabalhei com o Aguinaldo [Silva]. Eu estava em São Paulo quando me ligaram dizendo que iria entrar um personagem novo na novela e me convidaram para fazer. E eu aceitei! Conversei com o Paulo Ubiratan e fiz o personagem e me surpreendi com o sucesso da novela, o Brasil parava para ver essa novela, era uma novela que pegou todo mundo, foi uma das grandes novelas e que marcou a fase inicial da minha carreira.

Jéfferson Balbino: Outro trabalho marcante na sua carreira ocorreu na novela “Felicidade” (TV Globo/1991). O que esse trabalho representa na sua carreira?

Othon Bastos: Essa foi a primeira e única novela do Manoel Carlos que eu fiz. Eu era pai da Vivianne Pasmanter que era uma menina e hoje está uma mulher lindíssima e que brilhou na última novela do Manoel Carlos que antecedeu “Império”. Foi um dos grandes trabalhos de toda a minha carreira com toda certeza...

Jéfferson Balbino: E como foi dar vida ao Júlio, seu personagem inesquecível, na novela “Éramos Seis” (SBT/1994)?

Othon Bastos: Sabe Jéfferson, eu acho a novela “Éramos Seis” uma das mais importantes novelas feitas fora da Globo. Era uma novela linda, extraordinária que sempre me recordo.

Jéfferson Balbino: Com tantos personagens bons e marcantes em seu currículo, tem algum que você gostou mais de viver?

Othon Bastos: Uma que eu tenho um carinho especial indiscutivelmente foi meu trabalho em “Os Imigrantes”, o de “Éramos Seis” e em “Sinhá Moça”.


Jéfferson Balbino: Você é um ator que assiste novelas também?

Othon Bastos: Não é que a gente por ser ator somos obrigados a ter que assistir novela, mas de vez em quando eu vejo e quando são as que eu faço eu até gravo alguns capítulos, mas não sou um seguidor fiel. Mas no Canal viva me peguei vendo muitas novelas que não tive a oportunidade de ver na íntegra.

Jéfferson Balbino: E como foi se rever após muitos anos nas reprises das novelas do Canal Viva?

Othon Bastos: A gente sempre olha com um olhar crítico, mas tem que ser isso mesmo.

Jéfferson Balbino: Othon, super obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos” e parabéns por ser um ator magistral, abraços e muito mais sucesso!

 

Othon Bastos: Obrigado Jéfferson, e também lhe parabenizo por ser um jornalista magistral (risos)!



Escrito por No Mundo dos Famosos às 23h52
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Ainda Hoje: Entrevista Especial com OTHON BASTOS



Escrito por No Mundo dos Famosos às 23h50
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Entrevista Especial com LUIZ CARLOS VASCONCELOS

 

São raros os atores que nos ocasionam um sentimento de sensibilidade e que externa esse sentimento em seus personagens. E a minha “Entrevista Especial” de hoje aqui “No Mundo dos Famosos” é com um dos atores que mais sabe usar e abusar desse fator em suas interpretações, pois em cada personagem que faz há uma dose de sensibilidade que nos toca seja pela emoção ou através da comédia os personagens desse ator nos leva a uma identificação o que torna seus personagens muito humanos e semelhantes a todos nós. E foi assim quando ele deu vida ao Lampião no filme “Baile Perfumado” (1997), quando fez o Sebastião na novela “Senhora do Destino” (2004), o Ivan na minissérie “Queridos Amigos” (2008), o Renato em “A Vida da Gente”, e mais recentemente, como o Donato em “Flor do Caribe” (2013), e embora dê vida ao Fred, um anti-herói na atual novela das sete “Geração Brasil” (2014), ainda assim é possível identificar essa característica ímpar que somente um magistral ator como ele seria capaz de possuir. Meu entrevistado é o querido e talentoso ator LUIZ CARLOS VASCONCELOS.

“A família existe para você prender a amar o diferente, seja por critério ou crença que for...”

(Luiz Carlos Vasconcelos)

Jéfferson Balbino: Como está sendo trabalhar com a Izabel [de Oliveira] e o Filipe [Miguez] em “Geração Brasil” (TV Globo/2014)?

Luiz Carlos Vasconcelos: Olha Jéfferson, eles me enganaram (risos).

Jéfferson Balbino: Porque? (risos). O que eles fizeram?

Luiz Carlos Vasconcelos: Primeiro eles me convidaram para uma participação da primeira fase da novela e só depois me falaram que depois o personagem voltaria...

Jéfferson Balbino: Quando acontece esse vai e volta do personagem, você tem que ficar antenado na trama no período que está fora do ar? É mais difícil?

Luiz Carlos Vasconcelos: Sabe que não sei, só sei que gostei.

Jéfferson Balbino: Mas chega a ser um desafio para o ator?

Luiz Carlos Vasconcelos: Ah chega... O que eu conversei com os autores é que embora ele seja corrupto, ele ama os filhos e por isso tem um lado bacana dele. Mas o que eu mais gostei foi dessa oportunidade de discutir sobre corrupção do país. E se puder me usar para discutir sobre isso eu vou ficar muito feliz.

Jéfferson Balbino: “Geração Brasil” é uma novela que fala muito sobre tecnologia. Você é adepto da tecnologia?

Luiz Carlos Vasconcelos: Sim, até porque quem não for está morto (risos). Mas não entendo de tudo e nem muito, mas meu filho de 16 anos me socorre no que eu não sei.

Jéfferson Balbino: Tenho um trabalho seu que me marcou muito como telespectador que foi a minissérie “Queridos Amigos” (TV Globo/2008). Como foi atuar nessa maravilhosa minissérie da Maria Adelaide Amaral?

Luiz Carlos Vasconcelos: “Queridos Amigos” é uma daquelas coisas raras que acontece na televisão. A Denise Saraceni [diretora] convida aquele elenco maravilhoso e que durante dois meses convivemos num estúdio para sermos amigos, fazendo jantares, vendo vídeos da época, e nos tornamos amigos. E que produção hoje faz isso? Então essa preparação, esse cuidado e isso aliado ao tema cativante que era baseado em amigos que se queriam embora houvessem dores e alegrias... Foi uma experiência inesquecível onde todos os envolvidos nessa obra jamais irão esquecer!

Jéfferson Balbino: A minissérie foi produzida e exibida em 2008, já se passaram 6 anos... Vocês ainda mantém essa amizade construída no set de filmagem?

Luiz Carlos Vasconcelos: Cada um segue seu rumo e sua vida, mas sempre se gostando muito. Não há como eu não encontrar a Débora [Bloch] e meus olhos não brilharem e isso acontece com cada um deles, porque foi muito forte. E como toda amizade a gente não precisa se ver todo dia para saber que o amor e o carinho continuam... Foi construída uma amizade sincera!

Jéfferson Balbino: E você chegou a ler o livro “Aos Meus Amigos” da [Maria] Adelaíde?

Luiz Carlos Vasconcelos: Não, até porque me aconselharam a não ler para não se influenciar... Depois eu até adquiri o livro, mas por falta de tempo ainda não li, mas qualquer hora dessas vou até ler,

Jéfferson Balbino: Leia sim, porque vale muito à pena! A [Maria] Adelaíde me deu um exemplar e sempre releio até mesmo para fortalecer as amizades que tenho na minha vida...

Luiz Carlos Vasconcelos: Que interessante, vou ler sim!

Jéfferson Balbino: Você também fez um trabalho muito expressivo na primeira fase da novela “Senhora do Destino” (TV Globo/2004). O que esse trabalho representa na sua carreira?

Luiz Carlos Vasconcelos: Na verdade, naquela fase eu tinha dito muitos nãos para eu participar em novelas. E só aceitei o convite do Wolf [Maya] porque seria uma participação fechada em teledramaturgia onde eu sabia do inicio ao fim como seria a trajetória do meu personagem naquele número curto de capítulos, outro fator foi o de dividir com o Nelson Xavier aquele personagem, isso me envaideceu muito, foi um presente aquilo!

Jéfferson Balbino: E vocês chegaram a construir juntos, esse mesmo personagem?

Luiz Carlos Vasconcelos: Encontramo-nos a pedido dele, ele queria me ver para trocarmos referências, pontos em comum que seriam utilizados por ele depois. E daí decidimos sobre o cabelo, que deveríamos escovar os cabelos...

Jéfferson Balbino: Quando você faz um personagem bom como foi o Sebastião de “Senhora do Destino” e depois tem que repassar para outro ator dar continuidade, como você se sente? Chega a ficar com ciúmes?

Luiz Carlos Vasconcelos: Claro que fico ou você quer que eu minta? (risos).

Jéfferson Balbino: Pergunto isso porque já entrevistei vários atores que me disseram que não (risos)...

Luiz Carlos Vasconcelos: Estão mentindo! (risos). É que tem ator e atriz que faz a fase jovem do personagem e depois volta na fase seguinte fazendo a filha ou o filho do personagem, o que não foi o meu caso... Mas eu fiquei muito satisfeito em ver o Nelson Xavier dando continuidade ao Sebastião!

Jéfferson Balbino: Como você se sente quando acaba uma novela e você tem que deixar o personagem que te acompanhou durante meses?

Luiz Carlos Vasconcelos: Isso depende muito da relação que você estabelece com o personagem. E quando ocorre dura apenas algumas semanas... Quando eu fiz o Lampião no Cinema onde eu filmei por dois meses quando terminou as filmagens eu ainda continuei usando por algumas semanas os anéis e o perfume que o personagem usava que tinha um cheiro fortíssimo. E isso foi até um dia que eu fui numa reunião pedagógica da escola e dei um tapa na mesa que se saiu fortíssimo, porque era como o personagem dava e daí caiu a ficha e eu expulsei o Lampião de dentro de mim (risos) e daí tirei os anéis e voltei ao normal. Então se for um personagem que te marque ele ficará impregnado dentro de você por algumas semanas...

Jéfferson Balbino: O que é mais gratificante na carreira de ator?

Luiz Carlos Vasconcelos: O mais gratificante pra mim na carreira de ator é o simples fato de eu poder ser outro, pois isso cresce humanamente. Acho que a função do ator é terapêutica na base, é psicoterapêutica. Por exemplo, eu tenho um palhaço que eu faço a trinta e tantos anos e esse palhaço expõe todo o meu lado sombrio, as minhas deformações, a maquiagem excessiva, a grosseria de bater no outro, e eu trato isso de uma maneira subliminar, pois se eu não tratasse assim eu estaria morto. É como se fosse um canal onde eu jogo toda deformação minha em arte, fazendo o outro rir, eu riu de mim mesmo e os outros riem de mim. Isso resume pouca coisa do ator, o ator é um território que você tem que aceitar o outro e isso só acontece se você tiver crescido a ponto de sentir os sentimentos que lhe atravessam, pois se você não sentir isso você fará muitas besteiras como ator, a vaidade vai para onde não deveria você não vê o outro. Então na hora que você adquiriu alguma maturidade e conhecer a si mesmo você valerá que vale a pena ser ator.

Jéfferson Balbino: Você também deu um show de interpretação nas novelas “Araguaia” (TV Globo/2010) e “Flor do Caribe” (TV Globo/2013). Como foi trabalhar com o Walther Negrão (autor) e com o nosso querido Júlio Fischer (colaborador)?

Luiz Carlos Vasconcelos: O Walther sempre me falou que sempre me tentava trazer para alguma novela dele e sempre por motivos de agenda nunca dava certo, fiz uma participação na “Araguaia” e ele ficou encantado e me propôs para retornar e não deu porque eu já estava comprometido com outros trabalhos e, finalmente deu certo com “Flor do Caribe” onde fiz um personagem muito humano, onde até hoje as pessoas se lembram e vem falar comigo com muito carinho, meu personagem tinha uma relação com um filho problemático e isso atinge muito o brasileiro e quem nunca passou por isso? Porque família nunca é sempre certinha, é um território da dúvida, pois o amigo bom é o que você escolheu e o irmão você não escolheu lhe deram (risos) e você tem que aturar para aprender a amar. A família existe para você prender a amar o diferente, seja por critério ou crença que for... E esse meu trabalho em “Flor do Caribe” me marcou por isso e eu agradeço muito ao Walther e ao Júlio por terem escrito o Donato para mim...

Jéfferson Balbino: Querido, foi uma honra ter entrevistado aqui “No Mundo dos Famosos” um brilhante e talentoso ator como você, muito obrigado!

 

Luiz Carlos Vasconcelos: Imagina Jéfferson, a honra foi minha.



Escrito por No Mundo dos Famosos às 18h51
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Ainda Hoje: Entrevista Especial com LUIZ CARLOS VASCONCELOS



Escrito por No Mundo dos Famosos às 18h50
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