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ARQUIVO - No Mundo dos Famosos
 


Entrevista Especial com JACQUELINE LAURENCE

 

 

Hoje orgulhosamente o “No Mundo dos Famosos” trás para vocês uma grandiosa entrevistada. Ela é uma das atrizes mais talentosas e elegantes que o Brasil já conheceu, na TV já deu vida a marcantes personagens, no Teatro teve significantes representações e embora tenha tido uma tímida carreira no Cinema, ainda assim conseguiu registrar interpretações inesquecíveis. Ela que é de origem francesa se sente tão brasileira que, além de torcer pela Seleção Brasileira, na Copa do Mundo (mesmo quando o Brasil joga contra a França), até se esquece de que não nasceu aqui em nosso país. A “Entrevista Especial” de hoje é com a querida atriz JACQUELINE LAURENCE.

“Eu acho que eu recebi muito mais da cultura brasileira do que dei a ela...”

(Jacqueline Laurence)

Jéfferson Balbino: Jacqueline, quando e como surgiu seu interesse pela carreira artística?

Jacqueline Laurence: Eu comecei a fazer teatro desde cedo... Lá pelos 20 anos eu fiz um curso de teatro na Fundação Brasileira de Teatro, que era dirigida pela Dulcina de Moraes, onde eu fiz um curso de interpretação que durava 3 anos onde tive grandes professores e conheci os maiores profissionais daquela época podendo trabalhar no teatro.

Jéfferson Balbino: Você chegou ao Brasil ainda adolescente, acompanhando seu pai que era jornalista. O que pode nos contar sobre esse período de sua vida? Houve alguma dificuldade em se adaptar no Brasil?

Jacqueline Laurence: Eu tinha 15 anos quando eu vim para o Brasil e, eu que era de uma família de jornalistas que era ligada com pessoas do meio artístico tanto na França quanto depois no Brasil despertaram o meu interesse, já que cresci nesse meio, mas não tinha na França um desejo formulado de ser atriz, esse desejo se desenvolveu no Brasil. Não tive dificuldades terríveis, era um país diferente, embora o Rio de Janeiro já fosse uma cidade belíssima, não era tão deslumbrante como era hoje, mas pelo clima tropical que já tinha a tornava diferente do sul da França que foi onde passei minha infância e vivenciei a guerra. Mas o Rio de Janeiro era um paraíso tropical intocável das desgraças da guerra. Quando aqui cheguei ia muito a cinema e estudei a língua, o verão não era tão quente como agora. Quando digo que o mundo mudou, é em tudo.

Jéfferson Balbino: Sua estreia na teledramaturgia brasileira ocorreu na versão original da novela “Uma Rosa com Amor” (TV Globo/1972). Como foi interpretar a Alzira sua personagem na trama?

Jacqueline Laurence: Foi uma experiência muito boa, fiz pouco televisão – infelizmente, embora eu goste muito. Não me lembro de quem me convidou pra fazer essa novela, a trama já estava no ar quando entrei e achei ótimo, era um papel charmoso. A televisão era diferente pra mim que vinha do teatro por causa da parte tecnológica que fazia com que eu exercitasse meu trabalho de uma maneira diferente, mas na maneira de atuar é a mesma coisa.

Jéfferson Balbino: E você chegou a ver o remake dessa novela que foi produzido pelo SBT em 2010 e sua personagem foi interpretada pela atriz Gisele Fraga?

Jacqueline Laurence: Embora eu conheça o Tiago Santiago, sou amiga dele, eu não vi a novela e nem a interpretação dessa atriz. Mas se eu rever uma atriz fazendo uma personagem que fiz não me causa nenhuma estranheza, porque o tempo passa. Vou gostar se uma atriz fizer um bom papel que fiz no passado, embora eu não dê importância.

Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite pra você interpretar a Solange na novela “Dancin’ Days” (TV Globo/1978) que atualmente vem sendo reprisada pelo Canal Viva?

Jacqueline Laurence: Eu já era muito amiga de Gilberto Braga que me convidou pra fazer essa novela. O Gilberto é um craque, um bom escritor, que escreve novelas como ninguém, ele escreve textos extraordinários, tive a sorte de fazer várias novelas dele. E essa novela foi um sucesso ímpar!

Jéfferson Balbino: Recentemente você também esteve no ar na reprise da novela “Água Viva” (TV Globo/1980) no Canal Viva. Você acompanha essas reprises? Como é se rever após várias décadas?

Jacqueline Laurence: Eu quase não acompanho essas reprises, vejo muito pouco. Mas os outros me falam muito que veem e gostam, as pessoas passam por mim na rua e me dizem que eu era linda, nova e magra (risos). Acho estranho quando me revejo jovem e magra, não ouso dizer linda, porque nunca fui linda, mas sempre tive muita presença e uma personalidade marcante que não adianta eu negar. Quando a gente é muito jovem a gente não se vê como a gente é, tem dificuldade de se auto avaliar, por isso que quando eu me vejo há 40 anos, acho agradável. Quando vejo o censo crítico me acompanha sempre, vejo o que eu não deveria ter feito, mas vejo que certas coisas faziam pela falta de experiência.

 



Escrito por no mundo dos famosos às 04h16
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Entrevista Especial com JACQUELINE LAURENCE

 

Jéfferson Balbino: Que lembranças você do seu trabalho na novela “As Três Marias” (TV Globo/1980)?

Jacqueline Laurence: Lembranças ótimas, pois gostei muito de fazer essa novela. Tinha um papel muito bom, fazia a ex-mulher de um homem de uns 45 anos que era feito pelo Edney Giovenazzi. E esse ex-marido que tinha uns 45 anos também só se apaixonada por mocinhas de 20 anos (risos). Lembro também das meninas que faziam as três Marias: A Glórinha Pires, a Maitê Proença e a Nádia Lippi. Foi uma novela muito gostosa de fazer, com texto muito bom.

Jéfferson Balbino: Alguma vez você já atuou em alguma novela onde você não gostou do personagem que fez?

Jacqueline Laurence: Há uns 10 ou 15 anos atrás eu fiz umas 3 novelas onde eu fazia sempre governanta, por conta da idade que vai passando e as coisas piorando (risos). É claro que, às vezes, você dá a sorte de fazer uma governanta no papel principal, que é uma vilã de uma novela, mas quando não é fica uma coisa um pouco chata onde não gostei.

Jéfferson Balbino: E o que é mais gratificante na carreira de atriz?

Jacqueline Laurence: Atuar e representar (risos). Eu gosto muito de poder representar, sou apaixonada pelo meu trabalho... O meu trabalho é o que move a minha vida, é o que me faz bem, é o que me emociona!

Jéfferson Balbino: Na novela “Sétimo Sentido” (TV Globo/1982) a Célia que era uma parapsicóloga sensitiva. Como foi o processo de construção dessa personagem?

Jacqueline Laurence: Foi uma coisa muito interessante porque eu entrei no meio da novela devido a Luana Camará (Regina Duarte) ter aquelas perturbações. E entrou eu, um psicanalista e outro médico... A Janete Clair pediu pra eu consultar uma parapsicóloga do Panamá que morava no Rio e era famosa e muito fascinante e ela me explicou o que era a parapsicologia e ela me orientou como eu deveria agir quando minha personagem encontrasse a Luana Camará. Foi um trabalho extremamente interessante!

Jéfferson Balbino: Você também fez alguns trabalhos na extinta Rede Manchete como a minissérie “Marquesa de Santos” (1984) e as novelas “Antônio Maria” (1985), “Tudo em Cima” (1985) e “Dona Beija” (1986). Como foi trabalhar na teledramaturgia da emissora?

Jacqueline Laurence: Jéfferson, eu fiz na Manchete a primeira minissérie do canal e foi ótimo fazer a dama de companhia da Maria Padilha na minissérie “Marquesa de Santos” que foi o primeiro trabalho de dramaturgia da Manchete onde ela estava começando. O remake de “Antônio Maria” foi bravo de fazer (risos), a novela que foi um estrondoso sucesso na Tupi, que eu nunca assisti, minha mãe que via, mas digo que oi bravo por conta dos problemas de produção, a Manchete tinha estúdios em Água Grande, e nos estúdios não tinha ar refrigerado, a produção era precária, não só por ser no inicio do trabalho da emissora em dramaturgia. Mas como eu digo essas dificuldades nos dão a oportunidade de aprender a trabalhar com o que é difícil. Já “Dona Beija” foi melhor, pois gravamos lá na Glória nos estúdios da Manchete e tinha muito externa.

Jéfferson Balbino: O que você destacaria do seu trabalho nas novelas: “Cambalacho” (TV Globo/1986) e “Bambolê” (TV Globo/1987)?

Jacqueline Laurence: Em “Cambalacho” eu era uma mulher fina que vinha dar aula de etiqueta pra protagonista da novela que era pobre e ficava rica que era a Fernanda Montenegro que fazia e me colocaram lá pra fazer essa professora de etiqueta que virava amiga dessa personagem, era um papel bom, as vezes, eu falava e explicava coisas em francês. E foi a partir daí que tive vários papéis na mesma linha. A novela “Bambolê” foi uma novela estranhíssima, eu fazia a ex-mulher de Claudio Marzo que só entraria lá pelo capítulo 30/40, e na altura do capítulo 25 o Claudio Marzo teve um acidente de carro e teve que sair da novela e só voltou no final da novela. E eu que chegaria lá pelo capítulo 30, já que minha personagem morava fora e voltaria atrás do marido, e o Claudio saiu da novela, só voltei no final da novela quando ele retornou (risos). Era um personagem que ficou indefinido.

Jéfferson Balbino: Você também fez parte do elenco da novela “Top Model” (TV Globo/1989) onde você deu vida à governanta Simone que era uma mulher preconceituosa e tirana. Quando você dá vida a essas personagens densas como você administra a carga dramática utilizada nelas?

Jacqueline Laurence: Era uma personagem maravilhosa. Contracenava com muita gente boa como a Drica Moraes, a Malu Mader... Eu confio muito no texto pra dar vida a essas personagens densas, na TV a gente reage muito aos estímulos imediatos, tem que trabalhar espontaneamente e o texto nos dá a indicação do que temos que fazer, o texto de novela quando é bom envolve o ator. Se o personagem é bem escrito a gente não precisa se preocupar em administrar, porque isso toma conta da gente.

 



Escrito por no mundo dos famosos às 04h14
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Entrevista Especial com JACQUELINE LAURENCE

 

Jéfferson Balbino: Um trabalho seu que eu gostei muito foi a Zoraide da novela “O Dono do Mundo” (TV Globo/1991). Como foi participar desse trabalho que tinha um elenco estrelar e o texto refinadíssimo do nosso querido Gilberto Braga?

 

Jacqueline Laurence: Foi ótimo fazer esse trabalho, pois era a melhor amiga da personagem da Fernanda Montenegro, era o ouvido dela (risos). E a gente fez uma dupla muito simpática, a gente já era muito amigas, há muitos anos, e foi bom fazer até porque a gente tinha essa química de amizade...

Jéfferson Balbino: Você acha que a novela distancia o público da realidade?

 

Jacqueline Laurence: Sim, e acho bom a novela distanciar o público da realidade, pois a função da novela é fazer o público sonhar, novela é pra fazer a pessoa se sentir fora do mundo cruel onde ela vive. Por exemplo, “Amor à Vida” foi uma novela cheia e loucuras e de coisas fora de propósito, mas cabe a cada um reagir de uma forma... A novela não precisa ter compromisso com a realidade.

Jéfferson Balbino: O dramaturgo francês Molière (1622-1673) é um velho conhecido seu e essa constatação é perceptível na sua carreira, já que você encenou e dirigiu diversos clássicos deste seu conterrâneo. E certa vez você declarou que seria pouco dizer que os textos deste renomado dramaturgo são excelentes; pois você prefere classificá-los como extraordinário. Qual é a influência de Molière em sua trajetória? 

 

Jacqueline Laurence: Eu sou uma pessoa muito ligada à comédia e humor e o Molière é um dramaturgo extraordinário como eu penso, pois dentro de um bom senso atual ele observa a sociedade e julga com base no bom senso e generosidade os melhores e piores caráteres e isso são uma coisa que não tem preço, eu me deixo guiar com essa lição de vida que ele passa.

Jéfferson Balbino: Em 1982, você ganhou o Troféu Mambembe de “Melhor Atriz” por dois marcantes trabalhos seu no Teatro que foram: “Madame de Sade”, de Yukio Mishima e em “As Criadas”, de Jean Genet. Como foi a sensação de ganhar esse renomado prêmio por sua brilhante atuação nesses trabalhos?

 

Jacqueline Laurence: Foi muito bom, embora eu já tivesse ganhado vários prêmios antes por atriz coadjuvante, esse tem um significado especial porque foi por melhor atriz. E – modéstia a parte – eu fiz um bom trabalho, recebi muitas críticas excepcionais. Não considero esses os meus melhores trabalhos em teatro, pois fiz outros tão bons quanto posteriormente, inclusive alguns que não ganhei prêmio como uma peça sobre os campos de concentração da Alemanha que agora me fugiu o nome, mas que era uma peça muito forte... Ganhei também dois prêmios Molière por “Tupã – A Vingança”, com a atriz Lucélia Santos e Rubens de Falco e com direção de Miguel Falabella onde eu fazia um papel fantástico e depois com o espetáculo “Isso é Tudo” que foi dirigido pelo Ítalo Rossi.

Jéfferson Balbino: Você é das atrizes que mais trabalhou com o grande Miguel Falabella, atuando nas novelas: “Salsa & Merengue” (TV Globo/1996), “A Lua me Disse” (TV Globo/2005) e “Aquele Beijo” (TV Globo/2011). Além de atuar também nos seriados: “Sai de Baixo” (TV Globo/1997) e “Tomá Lá Dá Cá” (TV Globo/2007). O que você ressaltaria dessa parceria?

Jacqueline Laurence: Trabalhar com o Miguel é um prazer inexcedível. Ele é uma luz que brilha intensamente em nosso meio, é um prazer trabalhar com ele, temo um humor parecido, ele me conhece muito bem e por isso escreve os textos certos para mim. Ele me deu um papel charmoso e provocante em “Aquele Beijo” onde fiz algo que nunca tinha feito até então.

Jéfferson Balbino: Quando você atua numa novela de baixa repercussão como foi o caso de “As Filhas da Mãe” (TV Globo/2001), você se sente frustrada?

Jacqueline Laurence: Não... Em “As Filhas da Mãe” eu fiz uma governanta que não fazia nada, mas o que aconteceu é que essa novela foi encurtada bruscamente, pois a TV Globo não se entendeu com o Silvio de Abreu que não quis mudar alguns personagens. Mas foi bom fazer essa novela, foi um ótimo trabalho e pelo que me lembro foi uma novela que agradou o público.

Jéfferson Balbino: E quando você faz participações especiais como fez nas novelas de sucesso: “Da Cor do Pecado” (TV Globo/2004) e “Cobras & Lagartos” (TV Globo/2006), onde suas personagens não ficaram durante toda a trama... Chega a dar tristeza em ter que deixar a novela?

Jacqueline Laurence: No caso dessas nem participação foram, pois um capítulo ou outro nem dá pra deixar tristeza (risos).

Jéfferson Balbino: E como foi viver a Evangelina sua personagem na novela “Senhora do Destino” (TV Globo/2005)?

Jacqueline Laurence: Foi pouco tempo também, mas como apareceu em vários capítulos e no final da novela, foi uma participação simpática. Mas devo ter gravado uns 3 dias apenas. Mas quando é uma rápida participação com os atores centrais da novela é sempre gratificante.

Jéfferson Balbino: Pra você qual foi a maior evolução na produção de novelas no Brasil?

Jacqueline Laurence: Novela e televisão a referência é a TV Globo que se desenvolveu e criou um alto nível técnico de alta qualidade, é o que há de melhor. E a produção de novelas se desenvolveu ao longo dos anos de uma maneira colossal.

Jéfferson Balbino: Ao longo da sua carreira você fez poucas novelas de época, seu trabalho mais recente nesse quesito foi em “Desejo Proibido” (TV Globo/2007). Que cuidados você tem ao interpretar uma personagem de época?

Jacqueline Laurence: A gente tem que ver a época e se dar uma adequada e estudar nem que seja rapidamente para se comportar e usar o gestual da época.

Jéfferson Balbino: E como foi contracenar com o ator Lúcio Mauro em “Malhação” (TV Globo/2007)?

Jacqueline Laurence: Foi uma delícia, pois eu adoro e tenho uma admiração louca pelo Lúcio Mauro, sou fã número 1 dele e adorei fazer.

 



Escrito por no mundo dos famosos às 04h13
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Entrevista Especial com JACQUELINE LAURENCE

 

Jéfferson Balbino: Um de seus últimos trabalhos na teledramaturgia foi na novela “Ribeirão do Tempo” (Rede Record/2010) onde você interpretou a Eleonora Durrel, que era uma madame... A maioria das personagens que você fez em sua carreira foram mulheres elegantes e/ou poderosas. Você já teve vontade de interpretar uma mulher pobre ou mais simples na teledramaturgia?

Jacqueline Laurence: Nessa eu não era governanta, eu era a mais rica e poderosa da cidade (risos). As pessoas não me convidam pra interpretar personagens simples porque tenho esse determinado tipo de ser e me comportar que é o que todo mundo começa a rotular como elegante, o meu sotaque que as pessoas acham chic por ser francês... Por isso nunca ninguém me chamou para fazer papel de pobre, mas eu sei que posso fazer, porém, é mais fácil em teatro onde os personagens são mais bem escritos, desenvolvidos e estruturados, tem certas regras que implicam definir tipo de temperamento e isso faz com que a gente compõe o personagem e não precisa realizar tanto realismo. Em teatro é mais fácil fazer, no teatro e quase nem tenho sotaque porque estudo durante dois meses um único texto, decoro certo as inflexões e isso tira meu sotaque quase integralmente, mas na TV aparece muito porque o som da TV acentua e aponta muito mais qualquer característica. No teatro poderia fazer uma mulher pobre e velha, na TV ela falharia. Já deixei de fazer na TV vários papéis de nordestina por conta disso, poderia fazer imitando, mas ninguém acreditaria (risos).

Jéfferson Balbino: No Cinema, você teve uma carreira digamos que bissexta...

Jacqueline Laurence: Fiz pouco cinema, mal sei do que se trata (risos). Até teria votade de fazer mais, porém, agora já é tarde é até difícil alguém me chamar.

Jéfferson Balbino: O que você acredita ser sua maior contribuição não apenas para a teledramaturgia, mas para a Cultura brasileira?

Jacqueline Laurence: Eu acho que eu recebi muito mais da cultura brasileira do que dei a ela... O fato de eu ter sido aceita, não de cara, pois foi difícil eu me integrar ao meio cultural brasileiro, sempre me aceitaram muito bem e pra mim isso foi muito importante, eu me sentir aceita e integrada... Sou muito grata a essa aceitação que tive de acolhimento.

Jéfferson Balbino: Então você se considera uma brasileira nata?

Jacqueline Laurence: Ah é claro... Eu posso não ter o sotaque adequado ainda (risos), mas como passei minha vida toda aqui né querido?! Já nem sei mais que sou francesa...

Jéfferson Balbino: Então agora na época de Copa do Mundo, você torce para o Brasil ou para a França?

Jacqueline Laurence: Ah com toda certeza para o Brasil – é evidente! Mesmo se jogar contra a França e eu ter que apanhar dos meus sobrinhos (risos). E também somos melhores, se os franceses fossem melhores poderia até pensar em torcer por eles, mas como não é o caso (risos).

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Jacqueline Laurence: Eu assisto novela por acaso, quando não estou trabalhando... Mas raramente eu assisto com atenção, sempre me distraio... Não sou noveleira, mas gostei de “Avenida Brasil” que eu não tinha assistido nada, mas na reta final como todo mundo comentava parei pra ver e gostei muito da novela em geral, em especial o núcleo da família do Tufão, era muito bom e adorei assistir, assistia com muito prazer. Mas quando vejo foco mais prestar atenção na interpretação dos atores, vejo mais como atriz do que como telespectadora.

Jéfferson Balbino: Você é uma atriz que desperta muita jovialidade e vivacidade. A que você atribui isso?

Jacqueline Laurence: É uma coisa que tenho dentro de mim, uma vez lá pelos meus vinte e poucos anos eu trabalhei com um homem que me disse que eu seria eternamente jovem, mas que não era pra eu me preocupar, na ocasião eu que era secretária não entendi nada, pois isso era uma coisa minha, mas através dos tempos nunca me senti como velha, às vezes, acho até que me comporto como idiota. Não tomem isso como uma coisa de uma pessoa que se acha eternamente jovem! Me sinto como sempre fui, mesmo com os probleminhas físicos que já começa a me incomodar... Eu acho que sou como sempre fui, tenho muito humor, eu não tomo conhecimento do que acontece com a minha vida o tempo topo, sou muito crítica, mas sempre com humor! É difícil definir pra não parecer ser pretencioso...

Jéfferson Balbino: Querida, foi uma honra entrevistar uma brilhante atriz como você aqui “No Mundo dos Famosos”. Parabéns pela brilhante carreira e muito mais sucesso, um grande beijo!

Jacqueline Laurence: Jéfferson Balbino eu que te agradeço querido, foi um prazer lhe dar essa entrevista... Um beijo!

 



Escrito por no mundo dos famosos às 04h13
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Escrito por no mundo dos famosos às 03h49
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