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ARQUIVO - No Mundo dos Famosos
 


ENTREVISTA ESPECIAL com: EVA WILMA

 

 

Hoje, 27 de Abril, é um dia muito especial pra mim, afinal é o meu aniversário. E para comemorar o meu aniversário de 24 anos e também comemorar os 7 anos do nosso site “No Mundo dos Famosos” trago a vocês uma “Entrevista Especial” com uma atriz maravilhosa, uma das melhores e maiores atrizes da TV, do Teatro e do Cinema brasileiro. Ela já povoou nosso imaginário com inúmeras personagens que ficaram impregnadas em nosso consciente, seja pelo drama, seja pela comédia, mas sempre pela emoção. Nessa galeria de personagens marcantes e inesquecíveis cito a vilã Altiva da novela “A Indomada”, a magnífica doutora Marta do seriado “Mulher” e, sobretudo, cito a minha personagem preferida que foi interpretada por essa magistral atriz, a rainha D. Maria I que ela deu vida na minissérie “O Quinto dos Infernos”, era uma personagem louca e inconsequente que nos fazia rir nos seus lapsos de loucura e, principalmente, nos fazia chorar em seus momentos de lucidez. Mas isso só era possível graças ao imensurável talento dessa maravilhosa atriz. O aniversário é meu, mas o presente compartilho com todos vocês... Minha entrevistada é a querida e exuberante atriz EVA WILMA.

“Jéfferson, o amor que eu tenho pelo meu ofício e o prazer de chegar nas pessoas, seja pelo humor ou pela emoção, como você me disse, é um compactuar com o público da nossa história da vida real e, isso é a minha maior contribuição para a teledramaturgia brasileira.”

(Eva Wilma)

Jéfferson Balbino: Você estava prestes a se tornar uma bailaria clássica quando decidiu seguir a carreira de atriz. Inclusive você já declarou que sabia que para concretizar esse projeto de ser uma bailarina você teria que deixar o Brasil. Foi apenas por um sentimento ufanista que você decidiu trocar de oficio?

Eva Wilma: Não Jéfferson, não foi não! Foi mais pela sobrevivência, as duas coisas paralelas, porque o que me fez optar foi a oferta de um contrato de dois anos com a Mult Films que era uma empresa importante de cinema, paralela a Vera Cruz, logo depois da Vera Cruz que foi fundada a Mult Films e eu fiz os 3 primeiros filmes na Mult Films que era em Maiporã, no estado de São Paulo. E depois surgiu meu contrato com a televisão que era um chamado do Cassiano Gabus Mendes que foi o primeiro diretor artístico da televisão no Brasil quando a televisão começou em 1950. E até hoje eu não sei quem falou de mim pra ele, só sei que ele precisava de uma moça e ele mandou me chamar. Eu lembro que na época eu levei o meu pai para saber o que era (risos). O meu pai foi junto nesse que já era um compromisso para eu fazer um seriado que durou muito tempo inclusive essa é uma questão muito interessante a respeito desse seriado. E outra coisa foi o Teatro de Arena, foi um convite para mim pertencer ao elenco do primeiro teatro de arena da América Latina. Eu vi como era o trabalho no Arena, como eram os ensaios e aquilo me estimulou muito. Então Jéfferson foram esses dois motivos: o artístico e a questão da sobrevivência.

Jéfferson Balbino: Então você acha que teria dificuldades caso continuasse sua carreira como bailarina ao invés de trilhar a carreira de atriz?

Eva Wilma: Olha Jéfferson, eu acho um ato de heroísmo, por exemplo, a Mary Guidalli que fundou o ballet estágio e que está em atividade até hoje, e numa atividade maravilhosa, ela estava no quarto centenário e, é muito divertido porque eu há encontrei outro dia para uma entrevista juntas e ela me disse que quando eu pedi demissão eu era a primeira estagiária enquanto ela ainda era aspirante (risos).

Jéfferson Balbino: Mas se você tivesse seguido a carreira de bailarina, você acredita que teria conseguido fazer uma carreira de sucesso como você conseguiu como atriz?

Eva Wilma: Provavelmente... Mas eu tinha um pouco de receio de enfrentar essa atividade que na época ainda era mais difícil por ser erudita, mas há muitas vencedoras como a Mary Guidalla, a Ana Botafogo... Aliás, o corpo de baile do Municipal do Rio de Janeiro foi fundado por uma mestra que eu tive no Ballet que era uma professora russa...

Seus primeiros trabalhos na TV foram nos programas: “Namorados de São Paulo” (TV Tupi/1952) e “Alô Doçura” (TV Tupi/1953). Quais foram às diferenças que ocorreu da primeira fase para a segunda, além da troca do nome do programa e do protagonista que era o Mário Sérgio e depois foi substituído pelo John Herbert? Houve alguma mudança no formato do programa?

Eva Wilma: Então Jéfferson, o programa só durou um ano com o nome “Namorados de São Paulo”, mas era o mesmo quando mudou para o nome “Alô Doçura”. Em relação à mudança do nome somente o Cassiano que poderia explicar. O mais curioso a respeito, antes deu te explicar as diferenças, é que eu ouvia o programa de rádio já que na minha infância não existia televisão e eu gostava muito de ouvir rádio, eu ficava fazendo a lição de casa, isso na segunda ou terceira infância, e ouvindo um programa que se chamava “Encontro das Cinco e Meia”, esse programa era escrito por Otávio Gabus Mendes, que era o pai do Cassiano Gabus Mendes, era um esquete, um acontecimento de 10/15 minutos sempre uma historinha completa e o grande barato era que sempre tinha personagens diferentes e em situações completamente diferentes, as vezes eram um casal, outras apenas namorados, as vezes eram desconhecidos que se encontravam por acaso, enfim eram sempre personagens diferentes e escritos com muito humor e muito competência, eu era fã desse programa de rádio e quando o Cassiano me chamou como eu disse nem me ocorreu que o programa era baseado nesses roteiros do pai dele, mas depois eu fiquei sabendo que era e depois eu entendi porque haviam tanta semelhança. Então o “Alô Doçura” e o próprio “Namorados de São Paulo” tiveram o Mário Sérgio que era um ator de cinema especificamente e ele foi fazer uma longa viagem para o exterior e daí o Cassiano chamou para substituí-lo o meu então namorado que nessa altura já era ator de cinema e televisão que era o John Herbert. 

Jéfferson Balbino: A troca do nome do programa foi devido à saída do Mário Sérgio ou já iria ocorrer independente da saída dele? E houve alguma mudança no formato do programa após a entrada do John Herbert?

Eva Wilma: No formato do programa não houve nenhuma mudança o que provavelmente ocorreu foi que o Cassiano deve ter colocado uma nova música, uma nova abertura, mas o programa era o mesmo inspirado nos roteiros que o pai dele escreveu para o rádio, era a mesma coisa, agora Jéfferson a diferença na feitura dessa época é que era ao vivo, essa era a grande diferença. Durante os primeiros 3 anos do meu exercício de atriz na televisão foi uma grande escola porque além do “Alô Doçura” existiam outros programas que se chamavam: o “TV de Vanguarda”, o “Teatro da Segunda-Feira”, que era uma peça de teatro completa levada na televisão, então você imagina como a gente ensaiava porque era ao vivo. Foi uma grande escola, o próprio “Alô Doçura” era ao vivo e foi logo quando eu comecei a fazer ponte aérea porque como começou a fazer muito sucesso o programa era levado ao ar duas vezes por semana em São Paulo e uma vez por semana no Rio de Janeiro que foi quando eu adquiri a prática de viajar de avião pra lá e pra cá (risos). E pode ser que a troca do nome do programa tenha sido devido a saída do Mário Sérgio, pois pode ser que o Cassiano Gabus Mendes tenha enxergado alguma doçura naquele novo casal né?! (risos).

Jéfferson Balbino: Como foi trabalhar na teledramaturgia da TV Record com as novelas: “Prisioneiros de um Sonho” (1965) e “Comédia Carioca” (1965)? E o que fez você sair da TV Tupi nesse momento da sua carreira?

Eva Wilma: Aí foi uma experiência inusitada e fantástica, porque o Nilton Travesso é um competentíssimo homem de televisão esse eu não me engano era o Roberto Freire o dramaturgo que escrevia essa novela “Prisioneiros de um Sonho” e tinha 3 personagens e imagine você que malabarismo (risos). E nessa época já não era ao vivo mais... Eu sai da Tupi pra fazer essas novelas na Record numa época de entre safras porque eu não me recordo o motivo e a razão que sai da Tupi. Uma coisa interessante é que nos primeiros 20/25 anos de trabalho eu nunca tive vinculo empregatício com a televisão eu fazia por amor e por exercício do oficio. Então deve ter acontecido alguma entre safra depois do “Alô Doçura” e nessa época acabei recendo o convite da TV Record e como era um projeto com o Nilton Travesso e com o Roberto Freire eu acabei aceitando e pra mim foi um desafio muito atraente. Uma coisa muito interessante dessa época é que eu me lembro que a gente ensaiava muito, eu lembro que tinha uma cena que o Nilton Travesso disse que teria uma música que tocaria ao vivo na cena e que era um rapaz que ele disse que “tinha muito jeitinho” e era o Chico Buarque (risos).

Jéfferson Balbino: Ainda ao longo da década de 1960, você retornou a TV Tupi onde atuou em diversas novelas... Caso não tivesse sido extinta, como você imagina a TV Tupi hoje? Você acredita que a emissora ainda teria um forte setor de teledramaturgia? Que competiria em regime de igualdade com as outras emissoras?

Eva Wilma: Eu acho que sim Jéfferson! A Tupi tinha um elenco da pesada, muito competente, tem gente daquela época que está aí até hoje mostrando um trabalho bonito como o Elias Gleizer, a Laura Cardoso, a Vida Alves, enfim muitos nomes da teledramaturgia.

Jéfferson Balbino: Quais foram as maiores dificuldade cênicas que você enfrentou pra interpretar as gêmeas Ruth e Raquel na primeira versão da novela “Mulheres de Areia” (TV Tupi/1973)?

Eva Wilma: Foi uma experiência muito rica do ponto de vista da criatividade, ela começou ainda na era preto-e-branco e passou a ser colorida na segunda metade da novela. O fato é que a gente se reunia a tarde para fazer as marcações para ver em que parte das cenas as gêmeas estariam conversando as duas num mesmo quadro e que pedaços seriam sozinhas, cada uma por sua vez, e em que raro pedaço seria usada um dublê sem fala e, isso era combinado a tarde com o diretor artístico e o diretor de imagem. Sabe Jéfferson, não sei se é uma coisa pretenciosa, mas desde o principio eu atuei nos 3 veículos: o teatro de arena, com o público todo a volta onde encenei em museus, em casas particulares e até no Palácio do Catete para o Presidente da República que queria ver o que era aquilo (risos). Então essa prática do exercício ao vivo de corpo inteiro sempre foi muito importante para mim como atriz até mesmo no cinema. E no cinema e na televisão a questão é você saber onde estão te cortando, se está na metade, se está em close, então a grande escola pra mim foi o oficio teatral mesmo.

 



Escrito por no mundo dos famosos às 20h36
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ENTREVISTA ESPECIAL com: EVA WILMA

 

 

Jéfferson Balbino: Além de “Mulheres de Areia”, outras novelas que você protagonizou ganharam remake na TV Globo, que foram: “A Barba Azul” (TV Tupi/1974), que na Globo recebeu o título de “A Gata Comeu” (TV Globo/1984) e “A Viagem” (TV Globo/1975). Ambas novelas nos remakes foram protagonizadas pela atriz Christiane Torloni. E “Mulheres de Areia” na segunda versão foi protagonizada pela Glória Pires. Como você se sentiu ao ver outras atrizes interpretando personagens marcantes que consagrou a sua carreira?

Eva Wilma: E se eu não me engano teve também “Meu Pé de Laranja Lima” que, aliás, foi maravilhosa né?! Tinha uma sábia chamada Ivani Ribeiro por trás de todas essas novelas maravilhosas. Olha Jéfferson, eu não me lembro de ter parado e tido a oportunidade de ver esses remakes. O que me lembro é que quando aconteceu o remake de “Mulheres de Areia” eu fui pedir pra fazer a assistência de direção, mas eu fui recusada (risos), mas é claro que se eu sentasse pra olhar eu teria ciúmes. O [Carlos] Zara fez questão de se oferecer para fazer uma participação no remake, e o personagem que ele fez era um pescador que na versão original havia sido feito pelo Adoniran Barbosa. E ele era um grande fã de Adoniran né?! Mas “Mulheres de Areia” eu cheguei a ver algumas cenas, já “A Viagem” não, eu não sei se eu estava em turnê teatral.

Jéfferson Balbino: Você foi uma das atrizes que mais trabalhou com a grade novelista Ivani Ribeiro. O que você ressaltaria dessa grande parceria de vocês?

Eva Wilma: A Ivani era uma pessoa maravilhosa, eu tive o privilégio de visitá-la na casa dela algumas poucas vezes, mas visitas intensas. O que eu jamais vou esquecer é que na primeira reunião da novela “Mulheres de Areia” que tivemos ela abriu a reunião dizendo assim: “Vocês acham que eu inventei alguma coisa, não inventei nada, eu ouvi uma novela de rádio muito parecida com isso e escrevi.”, (risos). Ela era uma pessoa de uma franqueza e de uma humildade a toda prova. E ela não tinha nada de exposição, nada de vaidade... A Ivani tinha uma coisa muito engraçada que era a mania do termo “com efeito” que é um termo que hoje em dia a gente vê pouco, mas só na literatura.

 

Jéfferson Balbino: Na sua biografia você declarou considerar ‘o teatro um aprendizado infinito’. Qual foi o espetáculo que lhe propiciou um aprendizado singular?

Eva Wilma: Na verdade eu não destacaria espetáculo, mas sim mestres. O meu primeiro mestre, que me levou para o teatro, foi o José Renato que quando nos deixou há pouco mais de um ano atrás estava em cena com “Doze Homens e Uma Sentença”, foi ele quem trouxe o teatro de arena para a América Latina porque não existia, só existia em Nova York, e ele também era uma pessoa de uma humildade e também um sábio. Ele foi meu professor, meu primeiro mestre ali naquele repertório que tive a oportunidade de interpretar nos primeiros 2 anos e meio eu destacaria o espetáculo: “Uma Mulher e 3 Palhaços”, que foi um espetáculo que propiciou ao Arena a oportunidade de conseguir uma sede que é a mesma que está lá até hoje. Depois do José Renato vem, talvez o meu mestre mais intenso, que foi o Antunes Filho e que tive a oportunidade de fazer 4 trabalhos com ele, foi uma grande e maravilhosa escola, e um dos espetáculos mais dificeis e consagrados que tinha a direção dele foi uma peça que a gente intitulou de “Black Out” onde eu fazia uma cega, esse trabalho foi filme e todas as pessoas que viram o filme disseram que o filme foi médio porque a peça havia sido tão fantástica (risos). Fora disso ser dirigida por Ziembinsky numa peça do Dias Gomes: “O Santo Inquérito” com o Paulo Gracindo em tempos de Ditadura e nós éramos cinco em cena e era num teatro pequeno e teve um dia que tinha pouquíssima gente e a gente vimos que tinha 7 pessoas na plateia e como estávamos em 5 se animamos pra fazer (risos). Tem também uma substituição que eu fui chamada as pressas pra fazer e gostei muito foi “A Megera Domada”, do William Shakespeare e dirigida pela intensidade do Antunes Filho. Tem um Arthur Miller na parada, então eu lembro assim dos grandes autores e grandes diretores. Noutro dia eu estava dando uma entrevista e quando a entrevistadora falou sobre “Atos sem Perdão” me caiu uma ficha tão forte na minha cabeça onde eu lembrei que o Millôr Fernandes que foi quem adaptou o “Black Out” e “Atos sem Perdão” era um texto do Sófocles da Antígona com adaptação de Millôr Fernandes era direção do José Renato e era um espetáculo que eu tenho certeza que era na época da Ditadura “Atos Sem Perdão” que tinha o Leonardo Villar que fazia o grande rei, a Antígona era eu, enfim foi uma experiência muito rica e muito intensa. E o Millôr criou um prologo antes do pano abrir o Léo Villar saia na frente do público e dizia esse prólogo que é um resumo do que é a Antígona do Sófocles, um resumo extremamente bem escrito, bem feito e bem sintetizado e esse texto eu digo décor até hoje porque era um texto que eu queria dizer (risos), e digo até hoje em homenagem à Millôr Fernandes.

Jéfferson Balbino: Você também chegou a participar das gravações da novela “Maria de Nazaré”. O que de fato aconteceu para essa novela nunca ter sido levada ao ar e ter tido as produção interrompida?

Eva Wilma: Aí foram os credores da TV Tupi que estava em processo de falência. As pessoas que se lembram sabem que foi uma coisa dificílima porque a cenografia foi feita magistralmente bem aqui em Itú, em São Paulo, que tem uma paisagem parecida ao nordeste e foi montada uma cidade nordestina pra essa novela muito autêntica e nós chegamos a filmar grandes cenas com cavalaria e tudo onde saia galopando cavalos e tinha ficado uma coisa muito bonita que sequer chegou a ir ao ar. O autor dessa novela era o Teixeira Filho, aliás um outro grande autor que eu tive oportunidade de fazer coisas com ele na Globo.

 



Escrito por no mundo dos famosos às 20h35
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ENTREVISTA ESPECIAL com: EVA WILMA

 

 

Jéfferson Balbino: E como foi estrear na TV Globo com a novela “Plumas e Paetês” (1980) sob um texto do grande Cassiano Gabus Mendes e ao lado do John Herbert? Fico imaginando que você sentiu uma espécie de revival de “Alô Doçura”...

Eva Wilma: Claro, claro... Mas 30 anos depois (risos)! E com uma tecnologia, um avanço grande e com um profissionalismo mais avançado, mas foi muito bom, muito emocionante, mas na verdade tem uma história inusitada porque nessa época eu fui chamada pra Globo pra fazer uma novela da Janete Clair onde eu iria fazer a personagem Maria Faz-Favor e na época eu estava fazendo um espetáculo lá em São Paulo com o Paulo Autran que tinha a direção dele e eu contracenava com ele e eu tive que pedir substituição na peça e acontece que quem iria me substituir seria a Irene Ravache e quando eu assinei o contrato com a Globo pra fazer essa personagem e quando eu ia começar a gravar fiquei sabendo que não faria mais essa personagem porque os diretores não queriam abrir exceções para eu gravar somente em determinados dias da semana, pois no primeiro mês da novela eu ainda conciliava com o teatro enquanto a Irene ensaiava pra me substituir de fato. Depois nunca mais tive convite pra trabalhar com a Janete e quem fez essa personagem foi a Aracy Balabanian com quem eu tive a oportunidade de fazer a novela “Angustia de Amar” do Teixeira Filho e a Aracy brincava muito porque eu fazia a vilã e ela a mocinha da história e ela dizia assim: “Tem que ser o contrário, você tem que fazer a mocinha, você que tem cara de boazinha” (risos). Acho que foi a primeira vilã que eu fiz.

Jéfferson Balbino: Sua novela seguinte na emissora carioca foi “Ciranda de Pedra” (TV Globo/1981). Como você trabalhou o perfil psicológico da oprimida Laura?

Eva Wilma: Outra novela do Teixeira Filho e ainda baseada em Lygia Fagundes Telles né?! Aí outro imenso privilégio meu onde eu me apaixonei perdidamente pela história, mergulhei na obra da Lygia com muito prazer, era uma novela linda com aquela caracterização dos anos 1950. Olha Jéfferson, em relação ao perfil psicológico da Laura eu tinha uma parceria maravilhosa com o Armando Bógus, a Lucélia Santos com quem eu tinha muita afinidade. O texto do Teixeira Filho, a história da Lygia Fagundes Telles, a direção da novela e a proposta toda de avançar... Enfim, foi muito prazeroso mesmo, a poética da Lygia Fagundes Telles sob o ponto de vista do Teixeira Filho.

Jéfferson Balbino: Que lembranças você tem do seu trabalho na novela “Elas por Elas” (TV Globo/1982)?

Eva Wilma: Aí é Cassiano de novo e a lembrança mais gostosa que eu tenho é a parceria gostosa com o Luís Gustavo, o Tatá. Ele quando começou quase fazia figuração em “Alô Doçura”, ele é cunhado do Cassiano. Ele era o Mário Fofoca, e como ele é de uma geração mais nova que tinha cenas de amor que era muito ligada a comédia e a gente pintava e bordava (risos). Ele se atirava em cima do sofá, eu caia no sofá, a gente improvisava, essa é a lembrança mais gostosa, esse tempo de comédia. Eu gosto muito de fazer comédia e sempre achei muito difícil de fazer a comédia inteligente.

Jéfferson Balbino: Nos primeiros capítulos da novela “Transas e Caretas” (TV Globo/1984) você usava uma maquiagem pesada por conta do envelhecimento de sua personagem. Recentemente houve uma grande polêmica por conta da atriz Marina Ruy Barbosa que teria recusado raspar o cabelo pra dar mais ênfase ao drama de sua personagem na atual novela das nove, “Amor à Vida” (TV Globo/2013)... Você que é uma das maiores atrizes de todos os tempos da dramaturgia brasileira o que pensa sobre uma atitude desse tipo? Onde (talvez) a vaidade se sobressai em detrimento da arte?

Eva Wilma: Gostava muito de fazer essa personagem do Lauro também... Eu acho que o caso que você está citando é de uma adolescente praticamente e, é bastante compreensível isso. Já que deve ser o primeiro trabalho difícil da carreira dela sendo tão nova, deve ter sido muito difícil se imaginar sem cabelo, e as próprias pessoas da mercadologia em volta devem ter optado por amarrar lenço como se ela tivesse de peruca.

Jéfferson Balbino: Você teria coragem de raspar seu cabelo por uma personagem (risos)?

Eva Wilma: Boa pergunta Jéfferson (risos)... Eu não sei... Seria uma prova de fogo e eu não tenho ideia de como seria minha reação.

Jéfferson Balbino: O que você pensa a respeito da vaidade prevalecer em detrimento da arte?

Eva Wilma: Essa história de deixar a vaidade prevalecer eu acho que é uma armadilha perigosíssima. Eu acho que a gente não pode cair nessa armadilha, acho que o desejo de mergulhar na interpretação tem que ser mais importante do que a vaidade.

 



Escrito por no mundo dos famosos às 20h32
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ENTREVISTA ESPECIAL com: EVA WILMA

 

 

Jéfferson Balbino: Você também atuou na novela “De Quina Pra Lua” (TV Globo/1985) que foi uma trama que não fez muito sucesso. Quando você atua numa novela que é rejeitada pelo público você se sente fracassada ou atribui a culpa do insucesso ao autor da trama?

Eva Wilma: Não. Sabe Jéfferson, talvez seja até um pouco pretencioso eu dizer, mas eu sinto o lado lúdico que é o básico do ator, o prazer da brincadeira, é mais forte que a questão mercadológica. Eu sempre digo que é muito importante a gente gostar muito do que faz e ter um valor artístico, mas se você tiver o lado mercadológico junto é o ideal porque aí seu trabalho chegou ao ápice. Mas em “De Quina Pra Lua”, sabendo que não estávamos obtendo o sucesso que gostaríamos de obter eu me lembro que não deixei de ter o prazer de fazer as cenas. O autor não foi o único culpado, pois tem mil razões que podem interferir e que não cabe ao autor e/ou ao diretor há inúmeras razões.

Jéfferson Balbino: Como foi o processo de composição da ex-guerrilheira Maura Garcez a novela “Roda de Fogo” (TV Globo/1986)?

Eva Wilma: Esse foi um trabalho maravilhoso... Quem viveu o período da Ditadura consciente do que estava acontecendo tinha todas as ferramentas para interpretar bem essa personagem.

Jéfferson Balbino: Certa vez eu entrevistei a Regina Duarte que me disse que o texto do nosso querido Lauro César Muniz “é um primor”. O que você ressaltaria do texto desse renomado novelista?

Eva Wilma: Jéfferson eu concordo inteiramente com o que a Regina lhe disse. Nessa novela eu fiz cenas muito bem escritas e muito maravilhosas. Deixa eu citar uma coisa... Paralelamente com o que você citou dessa personagem que eu fiz com o Lauro César Muniz eu me lembrei de uma personagem que eu fiz numa novela do Aguinaldo Silva onde eu contracenava com o Lima Duarte que o Lima até apelidou minha personagem de “a esposa”, aquela coitadinha, ele a chamava de “Hilda – minha filha”, foi a primeira vez que eu mergulhei num texto do Aguinaldo que eu acho um gênio porque ele sabe mergulhar num humor crítico, e foi a novela inteira onde eu participava de praticamente todas as cenas, mas quase não falava por ela ser uma mulher reprimida e apagada e quando chegou umas 3 semanas finais da novela acabar eu falava páginas de texto foi uma oportunidade incrível e também foi muito prazeroso contracenar com o Lima.

Jéfferson Balbino: O que você destacaria da sua carreira no Cinema?

Eva Wilma: Sim fiz alguns bons filmes e eu cito sempre um filme que se tornou clássico na cinematografia que foi “São Paulo S/A”, do Person, que era um gênio. Tem também o “Cidade Ameaçada” do Roberto Farias que também era um filme que me deu muita satisfação em fazer, teve a primeira semana do cinema brasileiro em Roma por causa desse filme... Enfim, grandes diretores importantes, são ao todo 22 flmes se não me engano, mas cito ao menos esses 3 diretores.

Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite pra você interpretar a Penélope na novela “Sassaricando” (TV Globo/1987)?

Eva Wilma: Aí é Silvio de Abreu e ele fez uma homenagem justamente para um seriado importante que se entrelaçaram em “Alô Doçura” um era “As Confissões de Penélope”, que era do Sérgio Jockmann que durou um ano no ar e outro que se chamou “A de Amor” e que era do Lauro César Muniz, eram seriados semanais. Era muito interessante porque nesse da Penélope era uma mulher falando sobre o marido dela para um analista e a história parecia normal do ponto de vista da história e não dela (risos). E o Silvio de Abreu que conhece resolveu colocar uma Penelope em cena, mas o fantástico de tudo isso foi eu contracenar com a maravilhosa Tônia Carrero e com a Irene Ravache, que fez a minha irmã na novela “A Viagem” e eu não tenho irmãos na vida real e ela será minha irmã pra sempre, então esse trio foi maravilhoso!

Jéfferson Balbino: O que você considera mais gratificante da carreira de atriz?

Eva Wilma: O reconhecimento do público em todos os níveis. O fator de você se tornar mercadológico, o fator da grande popularidade caminha junto para uma grande responsabilidade social e pra mim isso é claro e fica pouco pacifico e existe mesmo e eu sou muito consciente disso. O reconhecimento do público em todas as camadas sociais, a maneira que o público se expressa quando a gente se cruza por aí é a grande satisfação.

Jéfferson Balbino: Você já declarou que se pudesse teria tido 12 filhos, e na ficção você foi mãe por três vezes da talentosa atriz Carolina Ferraz, no especial “Férias sem Volta” (Caso Especial – TV Globo/1993), e nas novelas: “O Mapa da Mina” (TV Globo/1993) e em “História de Amor” (TV Globo/1995). Li até na sua biografia que nos intervalos das gravações desse “Caso Especial” você e a Carolina jantaram juntas em Portugal... Como foi sua relação com ela ao longo desses trabalhos? Nos bastidores também havia uma relação maternal entre vocês?

Eva Wilma: Essa história dos 12 filhos é uma visão do romantismo do século passado que eu tinha numa outra época (risos). Eu brinco muito que enquanto eu me preparava pra entrar no Ballet do 4º Centenário eu fiz um curso de “Espera Marido” de formação familiar então eu tinha esse sonho. E eu sempre fui muito maternal por minha natureza. Realmente eu e a Carolina Ferraz fizemos muitos trabalhos juntos e que foram sempre momentos prazerosos, mas infelizmente nossos caminhos tem se desencontrados e tem momentos que ela está no Rio e eu em São Paulo e vice e versa ou eu em turnê pelo Brasil, então a gente não tem tido oportunidade para se reencontrar, mas o afet e a sensação de amizade forte perdura. A Carolina estava relativamente começando e o meu lado maternal nesse sentido é muito forte, e continua sendo até hoje com os jovens iniciantes e se a gente pode dar uma mãozinha e nada de dar conselhos. Sempre quando contraceno com um ator que está começando e vejo que ele esta muito nervoso eu falo pra ele ter calma e respirar porque é uma técnica minha (risos)...

Jéfferson Balbino: Certa vez eu entrevistei a atriz Lolita Rodrigues que me confidenciou que acha “a velhice uma indignidade”, já a sua xará, a queridíssima atriz Eva Todor atribui “a velhice como um dom de Deus”. O que você pensa sobre a velhice?

Eva Wilma: O que eu sempre digo é que a velhice é o caminho para aprender a lidar com as limitações e as perdas e a superar esses obstáculos...

 



Escrito por no mundo dos famosos às 20h30
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ENTREVISTA ESPECIAL com: EVA WILMA

 

 

Jéfferson Balbino: Qual foi o trabalho do John Herbert e do Carlos Zara que você mais gostou? E o que eles representam na sua vida pessoal e profissional?

Eva Wilma: O Zara foi um parceiro extremamente importante na minha vida pessoal e na minha vida profissional, na vida pessoal a gente se completava muito e na vida profissional eu tinha uma grande admiração pelo espirito de liderança dele tanto como ator quanto como diretor. A visão de mundo dele, o posicionamento politico e de amizade eram enorme e eu tinha e continuo tendo uma admiração enorme dele por isso. A melhor definição que eu encontro e eu nem sei até que ponto é uma história verdadeira onde fala de um médico que estaria lidando com uma criança em fase terminal e a criança que tinha ciência disso falou que não tinha medo de morrer, só tinha pena porque a mãe dela ficaria com muita saudade e o médico perguntou o que era saudade e a criança respondeu que é um amor que fica. Então é isso, a melhor maneira de lidar com as perdas é que o amor fica. O John teve uma importância muito grande como produtor cultural, ele se dedicou a produzir tão heroicamente e ele teve uma parceria com o Antunes Filho onde produziu aquele espetáculo que te falei, o “Black Out”, e com o resultado de um ano e meio de sucesso, inclusive tinha a Regina Duarte que estava começando, e com esse resultado eles montaram um espetáculo com 30 atores chamado “A Cozinha” que foi um espetáculo fantástico, vários atores começaram a aparecer no cenário artístico com esse espetáculo como a Irene Ravache, o Ricardo Petraglia e vários outros, o Juca de Oliveira tinha um solo maravilhoso. É claro que esse espetáculo ficou 4 meses em São Paulo e um no Rio, porque com 30 atores e naquela época a gente tinha a possibilidade de sobreviver com a renda adquirida na bilheteria, porque fazíamos os nossos espetáculos de terças a domingo, com duas sessões no sábado, duas no domingo e uma matinê as quintas-feiras. Então era uma época onde apesar de tudo a gente sobrevivia da bilheteria e essa possibilidade já não existe mais. Tinha um cenário maravilhoso assinado por Maria Bonome que montou uma cozinha inteira, industrial colocada em cena, com 30 atores, enfim ele foi muito importante culturalmente por esse ato de heroísmo e como ator muitas vezes ele se deixou a ficar em prol desse lado de produtor cultural, mas ele fez grandes trabalhos no cinema, e eu cito “O Caso dos Irmãos Naves” do Pessot que ele fez um personagem muito bom, então ele tinha valor artístico e valor de produtor cultural, além de ser uma pessoa muito do bem, muito bem humorada e que brincava com tudo e foi o pai dos meus filhos e um grande parceiro. Agora com o Zara foi uma parceria muito, muito, muito intensa porque a força que eu recebia como estrutura na vida pessoa e profissional me levou muitas vezes a estar fazendo uma temporada de turne teatral e gravar novela. Jéfferson, eu me lembro de ter chegado na segunda-feira cedo de alguma cidade do interior e acordar as 6 da manhã e ele me deixar de carro no aeroporto e eu descer no Santos Dumont e sair guiando o nosso Jipinho, a gente tinha um Jipe, e ir pro Alto da Tijuca gravar a novela nos estúdios da Herbert Richers (risos). Ele passava essa força, ele me dava essa estrutura emocional. No seriado “Mulher” também contracenamos e fomos marido e mulher na ficção e foi um momento difícil porque ele já estava bem fragilizado pela saúde.

Jéfferson Balbino: E como era contracenar com o grande ator Tarcísio Meira nas novelas: “Pátria Minha” (TV Globo/1994) e “O Rei do Gado” (TV Globo/1996)?

Eva Wilma: Outro dia quando “O Rei do Gado” passou novamente pelo Canal Viva eu fiquei estarrecida pela qualidade, uma coisa linda... Texto do Benedito Ruy Barbosa e a direção do Luís Fernando Carvalho e em “O Rei do Gado” onde eu participei só da primeira fase que durava apenas 7 capítulos ele demorou 3 meses para gravar esses 7 primeiros capítulos (risos). Eu sei porque eu fazia teatro em São Paulo e saia toda segunda-feira cedo as 6 da manhã pra ir para o interior de São Paulo para gravar a novela. E foi maravilhosa essa primeira fase, aliás, eu não posso deixar de citar um especial que passou uma única vez aqui no Brasil e que foi uma ideia do Boni e do Daniel Filho que foi o especial “O Negro Léo” baseado num livro do Chico Anysio e foi realizado pelo Paulo Ubiratan que tinha como mestre o Cassiano Gabus Mendes. Eu lembro do Paulinho andando pelos corredores da Tupi, inclusive o Lima brinca bastante com isso dizendo que a Tupi era uma padaria por onde todo mundo passou e sempre via o Paulinho carregando os taipes pra lá e pra cá (risos). Fiz esse especial depois que atuei na novela “A Indomada” lembro que usei a experiência forte que eu adquiri com a personagem que o Aguinaldo me deu foi a estrutura que usei pra fazer a personagem que vive em “O Negro Léo”... E trabalhar com o Tarcísio Meira é sempre bom!

Jéfferson Balbino: A que você atribui o imenso sucesso da vilã Maria Altiva da novela “A Indomada” (TV Globo/1997)?

Eva Wilma: O humor critico de Aguinaldo Silva e o talento de Paulo Ubiratan. Eu sempre cito autor e diretor porque eles são estruturas. E claro que a garra de entender o autor e saber o que ele está oferecendo e o que você está oferecendo de volta, é uma troca que é uma das coisas mais prazerosas de fazer novela. Porque você recebe uma estrutura do autor e procura reverter com toda sua inspiração e com sua técnica e o autor assimila isso e devolve em dobro.

Jéfferson Balbino: No passado você atuou em algumas radio e fotonovelas... Como foi desempenhar esses tipos de trabalhos?

Eva Wilma: Rádionovelas eu me lembro de uma só que eu atuei. Fotonovelas eu não fiz propriamente o que acontecia é que alguém pegava o fotograma e readaptava para o formato fotonovela. E atuar em radionovela foi uma experiência divertida pra mim.

Jéfferson Balbino: E qual foi sua fonte de inspiração pra interpretar com total maestria a Drª Marta no seriado “Mulher” (TV Globo/1998)?

 

Eva Wilma: Olha Jéfferson, na vivência... E numa vivida bem vivida e na admiração por quem dedica sua vida pela medicina. A parceria da vida real me inspirava na fortaleza que era a doutora Marta.

Jéfferson Balbino: Que mudanças à teledramaturgia sofreu ao longo dos anos?

 

Eva Wilma: O mais difícil mesmo foi à evolução da tecnologia e da revolução da informática porque isso propiciou um perigo muito grande de ver tudo isso em detrimento da teledramaturgia porque falando de brincadeira digamos assim, citando outra novela que fiz e que me deu muito prazer em contracenar com o Lima Duarte que foi “Araguaia” mais recente, deve ter uns 2/3 anos, e eu brinco muito que tomadas de mostrar o avião descendo no rio Araguaia, mostra muito cachoeira e daí quando volta pra história né...?! (risos).

Jéfferson Balbino: Você também atuou as minisséries: “Anos Rebeldes” (TV Globo/1992), “A Madona de Cedro” (TV Globo/1993), “Os Maias” (TV Globo/2001), “O Quinto dos Infernos” (TV Globo/2002) e “JK” (TV Globo/2006). Você acredita que as minisséries, por serem um produto televisivo de alta qualidade, deformaram um pouco a telenovela, tornando seu público mais exigente?

 

Eva Wilma: Eu acho que sim, porque a novela do ponto de vista de se alongar vai esgotando, sem tirar o mérito da novela, já as séries, as minisséries e os seriados trás uma maneira concisa de contar uma história.

Jéfferson Balbino: Tem um trabalho seu em minissérie que eu considero ser sua obra prima que é a D. Maria I, a rainha louca, de “O Quinto dos Infernos”, porque nela sua personagem faz uma intercalação de emoções de maneira tão intensa que nos comove aos dois extremos, pois tem momentos que ela numa única cena nos diverte com os momentos de loucura e em outros momentos elas nos emociona com os momentos de lucidez... Enfim, só mesmo uma grande atriz como você para nos fazer rir e chorar ao assistir uma mesma cena.

Eva Wilma: Ah que legal ouvir isso Jéfferson (risos)... 

 



Escrito por no mundo dos famosos às 20h29
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ENTREVISTA ESPECIAL com: EVA WILMA

 

 

Jéfferson Balbino: Até então seu último trabalho em novelas ocorreu em “Fina Estampa” (TV Globo/2011). Quando teremos o prazer de vê-la novamente na telinha?

Eva Wilma: Eu estou torcendo para me chamarem (risos).

Jéfferson Balbino: O que você acredita ser sua maior contribuição na história da teledramaturgia brasileira?

Eva Wilma: Jéfferson, o amor que eu tenho pelo meu ofício e o prazer de chegar nas pessoas, seja pelo humor ou pela emoção, como você me disse, é um compactuar com o público da nossa história da vida real e, isso é a minha maior contribuição para a teledramaturgia brasileira.

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Eva Wilma: Sempre que eu tenho oportunidade eu gosto de ver os trabalhos dos meus colegas, gosto mesmo, até porque eu continuo aprendendo, aprendendo tecnicamente, aprendendo como tudo está caminho, se desenvolvendo... Você me fez uma pergunta citando a novela “O Rei do Gado” e enquanto eu estava falando lembrei e depois acabei não falando de “Os Maias” que foi uma minissérie de qualidade enorme. Agora falando de “O Rei do Gado” eu tive a oportunidade de morrer nessa novela, eu já morri algumas vezes (risos). Essa contribuição também tenho, a de saber morrer (risos). A cena da morte em “O Rei do Gado” tive que repetir durante 3 semanas (risos)... Aí entra o que lhe disse que é a oportunidade de por em prática a vivência com perdas.

Jéfferson Balbino: Eu acho que isso é o que a novela tem de mais bonito né? A arte de saber viver, ela nos ensina a viver...

Eva Wilma: Acho que é... A proximidade da novela com a realidade da vida que nos faz aprender a viver.

Jéfferson Balbino: Uma vez que eu estive no apartamento do Lauro César Muniz e ele colocou um capítulo da novela “Escalada” pra gente assistir eu comentei com ele como eu lamentava não ter nascido antes de 1950, e ter só 23 anos, porque eu gostaria de ter tido o privilégio de ter assistido tantas novelas antológicas que você e outros grandes profissionais fizeram ao longo da história da teledramaturgia brasileira...

Eva Wilma: Nossa Jéfferson... Eu não acredito que você só tem 23 anos com tanta sabedoria sobre o assunto (risos). Mas não se lamente pela pouca idade até porque você tem acompanhado o que fizemos, sabe muito bem sobre tudo isso que envolve a teledramaturgia e está de parabéns. E isso que eu tinha falado pra você que a coisa mais gratificante é isso, eu cruzar com o público e ter de volta um reconhecimento e um agradecimento daquilo que eu tentei passar e que cheguei lá.

Jéfferson Balbino: Você que é com todo o respeito, um grande monstro sagrado da dramaturgia brasileira, tem consciência da magnitude que você representa artistica e culturalmente? Você não se assusta quando pensa na imensaresponsabilidade que acerca tudo isso?

Eva Wilma: Realmente, mas isso varia um pouco porque ao mesmo tempo que dá alegria, também dá medo porque a responsabilidade aumenta cada vez mais (risos).

Jéfferson Balbino: Querida, foi uma honra entrevistar uma maravilhosa atriz como você. Parabéns por essa magnifica carreira que você construiu e muito obrigado por tudo que fez em prol da nossa teledramaturgia. Muito mais sucesso, muita saúde, e um grande beijo!

Eva Wilma: Ah eu que lhe agradeço Jéfferson. E vou querer sempre saber do seu trabalho. Todas essas suas palavras, todo esse seu carinho e reconhecimento é muito mais gratificante pra mim por isso o meu Muito obrigada! Sucesso pra você e um abraço afetuoso!

 



Escrito por no mundo dos famosos às 20h27
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Ainda Hoje: ENTREVISTA ESPECIAL com: EVA WILMA



Escrito por no mundo dos famosos às 20h22
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